A tua maior necessidade

Portal Luteranos | Primeiro a Paciência, depois o Lenitivo!  

 

     Mesmo nestes tempos financeiros desafiadores, a maior necessidade do Cristão não é monetária. Encontra-se em Colossenses 1:11, onde Paulo ora para que possamos ser

     “Corroborados em toda a fortaleza, segundo a força da Sua glória, em toda a…”

      Em toda a quê? Seja o que for, Paulo está convencido de que teremos que ser para o conseguir. À medida que continuamos a ler, Paulo mostra-nos o objetivo de toda essa capacitação:

     “… em toda a paciência, e longanimidade com gozo."

     Paciência? A razão pela qual precisamos de toda aquela poderosa capacitação é para que possamos ser pacientes? Embora isto possa parecer frustrante, afirmamos que a paciência é a nossa maior necessidade. Precisamos de paciência para suportar a maldade do mundo, os abortos, etc., paciência para saber que a Segunda Vinda de Cristo corrigirá os erros do mundo. Precisamos de paciência enquanto os televangelistas continuam a dominar as transmissões de rádio e TV com as suas diluições e poluições do Evangelho, e paciência enquanto os ensinadores da Bíblia confundem as mentes dos santos pelo seu fracasso em manejar bem, corretamente, a Palavra da Verdade. E como nenhum homem hoje tem o dom de curar, precisamos de paciência com as nossas enfermidades físicas e longanimidade enquanto esperamos por aquela mudança maravilhosa que ocorrerá nos nossos corpos no Arrebatamento (Filipenses 3:20,21).

     Finalmente, precisamos de paciência uns com os outros, à medida que aprendemos não apenas a tolerar outros crentes, mas a realmente manifestarmos-lhes o mesmo amor e aceitação incondicional que Deus nos estende. Moisés foi paciente com o Faraó incrédulo, mas perdeu a paciência com os seus irmãos. Como nós! Mas interroga-te: quando é que David demonstrou maior força espiritual? Quando matou Golias ou quando se recusou a matar Saul?

     Paulo diz que devemos ser fortalecidos em toda a paciência “segundo a força da Sua glória”, mas qual é a força, ou poder, da glória de Deus? O poder destrutivo que Ele exibiu no Mar Vermelho é chamado de potência que “se tem glorificado” (Êxodo 15:6), mas achamos que o poder glorioso de Deus hoje é visto na Sua paciência. O facto de que Deus poderia pôr fim aos abortos e à confusão religiosa, mas não o faz, é o Seu poder mais glorioso na dispensação da graça.

     O apóstolo conclui orando para que sejamos pacientes “com alegria”, talvez a parte mais difícil da longanimidade. Deus não Se exaspera com os vexames que recebe do mundo, da religião e do Corpo de Cristo, e nós também não nos devemos exasperar!

     Se esse tipo de poder não estivesse disponível para nós, Paulo não estaria a orar para que o tivéssemos. Portanto, que a tua oração também seja a oração dos nossos corações, à medida que estudamos com entusiasmo a única fonte de força espiritual, a Palavra de Deus bem manejada, ou seja, corretamente dividida.

por Ricky Kurth

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