O Tempo de Deus
«Deixa-os na obra desta Casa de ... da fazenda do rei, dos tributos dalém do rio, se pague prontamente a despesa a estes homens, para que não sejam impedidos» (Esdras 6.7,8).
Deus pode alterar as coisas à nossa volta de forma admirável. Pensa por exemplo no tempo que os israelitas estiveram exilados durante setenta anos. Depois, de repente, o Senhor incitou Ciro, o rei da Pérsia, a enviar de regresso a Jerusalém este grupo mal arranjado de exilados para reedificarem o templo. Quem teria sonhado que aquilo sucederia daquela forma? Mas o melhor ainda estava para acontecer.
A reconstrução do templo não era fácil. Os refugiados Judeus tinham inimigos ... tinham-lhes sido feito ameaças ... havia vandalismo ... o povo tinha desanimado. A obra no templo seria em breve suspensa.
Imagina o quão frustrante isso seria. Aparentemente Deus tinha aberto a porta para os Judeus reedificarem o templo, e no entanto tudo concorria contra eles. Os israelitas só se deparavam com oposição. Porque é que o Senhor impedia aquilo que Ele tinha querido?
Então veio a reviravolta. Deus enviou dois profetas, Ageu e Zacarias, para animarem o povo na continuação da reedificação. É claro que os inimigos ainda pululavam em volta deles. Esses inimigos, numa tentativa de desmoralizar o povo, escreveram uma carta a Dario, o novo rei da Pérsia, pedindo-lhe que suspendesse de uma vez por todas a reconstrução do templo. Contudo a carta de nada valeu. Dario encontrou o decreto original de Ciro, e o resultado foi impressionante: Dario escreveu em resposta aos inimigos para que estes deixassem em paz a obra na casa de Deus, e mais ainda, eles teriam que pagar todo o custo da reconstrução com o dinheiro dos seus impostos.
Agora podes perceber porque é que Deus planeara os reveses. Ele fê-lo para garantir que o templo não só seria reconstruído como pago!
Estás no meio de algum revés? Pode ser que Deus tenha aberto uma porta apenas para a fechar com estrondo. Lembra-te destas palavras de um hino antigo: “Não julgues o Senhor pelo que sentes, mas confia n’Ele pela Sua graça ... Por detrás da Sua providência ameaçadora, Ele esconde um sorriso”.



