Vendendo Tudo
«Também o Reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo que um homem achou e escondeu; e, pelo gozo dele, vai, vende tudo quanto tem e compra aquele campo» (Mateus 13:44)
Não estou a referir-me a comércio secular. Estou a falar da vontade de Deus para a minha vida – incluindo esta cadeira de rodas. Quando abraçamos a vontade de Deus tudo muda.
É muito como a parábola do tesouro escondido. A palavra chave no versículo de hoje é o vocábulo compra. Nós temos de comprar o campo. Quando pensamos no campo que Deus quer que nós compremos, assumimos que é atraente, algo que gostaríamos de adquirir de qualquer modo, um prado fecundo colorido de flores silvestres. Raramente é. O campo – essa coisa que Deus quer que abracemos – é usualmente sem vida (como um pátio cheio de garrafas partidas e pneus velhos espalhados aqui e ali). É claro que uma vez que conheçamos que este campo sem valor contém um tesouro, o quadro muda por completo. O pedaço de terra vazio de repente enche-se de possibilidades. Agora estamos prontos para vender tudo a fim de o comprar. (Elisabeth Elliot)
No meu caso, vender tudo significava abrir mão da autocomiseração e do ressentimento resultante de um corpo que já não funcionava mais. Vender tudo significava pôr de parte as interrogações e investir as horas em que me sento nesta cadeira de rodas. Significava usar esse tempo na Palavra de Deus e na oração (a picareta e a pá precisavam de descobrir o tesouro escondido).
À superfície o meu campo ainda parece sem vida – as pernas paralisadas, as mãos que não trabalham. Provavelmente ninguém mais quereria comprar este campo. Mas para mim, é belo porque sob a superfície está o tesouro, o tesouro inestimável de conhecer Jesus melhor. Concordo com Mateus 13.44. É o reino de Deus.
Qual a aparência do teu campo? O que te garante que o encontraste assim? Que investimentos precisas de fazer para desvelares outras descobertas?



