A Liberdade do Crente

 

A liberdade do crente está definida e bem ordenada; não é caótica

 
    
 
«Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis, então, da liberdade, para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor» (Gálatas 5.13).
 
     A liberdade do filho de Deus é uma das possessões mais preciosas que ele possui. Libertado pelo Filho, ele torna-se verdadeiramente livre. Contudo ele é chamado a uma liberdade responsável e não à licenciosidade ou desregramento.

     Os filhos querem ser libertos das restrições dos lares. Os jovens querem ser libertados da disciplina dos estudos. Os adultos querem ser libertos dos votos do casamento. Outros ainda há que querem rebelar-se contra o círculo fechado que lhes impõe um emprego regular. Porém não é a este tipo de liberdade a que nós somos chamados.

     As estrelas não são livres para deixarem as suas órbitas e vaguearem pelo espaço. Um comboio não é livre para deixar os carris e correr fora deles. Um avião não é livre para deixar o curso que lhe foi assignado; a sua segurança depende da obediência do piloto às regras estabelecidas.

     Não há reino onde os desregrados (sem lei) sejam livres. Qualquer que seja o caminho que desejemos tomar, temos de aceitar a sujeição e a dependência, se quisermos descobrir a liberdade.

     Um músico tem de respeitar as leis da harmonia se quiser exultar no seu admirável mundo. Um construtor tem de observar a lei da gravidade, ou a casa que pretende construir não emergirá, mas transformar-se-á num monte de entulho.

     Que espécie de liberdade desfruta uma pessoa que desafia sistematicamente as leis da saúde?

     Em todos estes reinos a transgressão acarreta prejuízo e a obediência conduz à liberdade. É verdade que o crente está livre da lei (Romanos 7.3), mas isso não significa que ele seja um desregrado. Ele agora é regulado por Cristo, preso pelas cordas do amor.

     O que faz com que uma mãe se levante vezes sem conta durante a noite para ir tapar o seu filho não é nenhum regulamento estabelecido, mas a lei do amor. O crente é liberto do pecado como senhor (Romanos 6.7,18,22), mas para se tornar servo de Deus e da justiça. O crente é liberto de todos os homens (I Coríntios 9.19) para se tornar servo de todos, para poder ganhar mais. Todavia ele não é livre para usar a sua liberdade como pretexto para o mal ( I Pedro 2,16). Não é livre para satisfazer os desejos da carne (Gálatas 5.13). Não é livre para ferir ou ofender outra pessoa ( I Coríntios 8.9). Não é livre para trazer desonra ao Nome do Senhor Jesus (Romanos 2.23,24). Não é livre para amar o mundo (I João 2.15-17). Não é livre para ferir o Espírito Santo que nele habita (I Coríntios 6.19).

     O homem não encontra satisfação ou descanso em fazer a sua própria vontade. Só os encontra tomando o jugo de Cristo e aprendendo d'Ele. «O seu serviço é a perfeita liberdade».

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