Os votos nas Escrituras

«Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos; o que votares, paga-o» (Eclesiastes 5.4).
Todos nós já ouvimos de alguém que vendo-se em aperto, faz um voto a Deus. Promete que se Deus o livrar, passará a confiar n'Ele, a amá-Lo e a servi-Lo para sempre. Todavia quando escapa da crise, esquece-se de tudo aquilo que votou e continua a viver a mesma velha vida.
Qual o lugar dos votos na vida de um crente, e que diretrizes tem a Palavra de Deus sobre este assunto?
Primeiro de tudo, não é necessário fazer votos. Não são mandamentos. Tratam-se de promessas voluntárias que geralmente são feitas ao Senhor como forma de gratidão pelos Seus favores. É assim que lemos em Deuteronómio 23.22: «Porém, abstendo-te de votar, não haverá pecado em ti».
Em segundo lugar, devemos ter cuidado em não nos precipitarmos em fazer votos, isto é, votos que não possamos cumprir ou de que mais tarde nos possamos lamentar. Salomão avisa-nos, «Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos Céus, e tu estás sobre a Terra; assim sejam poucas as tuas palavras» (Eclesiastes 5.2).
Mas se fizermos um voto, devemos ter o cuidado de o cumprir. «Quando um homem fizer voto ao Senhor, ou fizer juramento, ligando a sua alma com obrigação, não violará a sua palavra: segundo tudo o que saiu da sua boca, fará» (Números 30.2). «Quando fizeres algum voto ao Senhor teu Deus, não tardarás em cumpri-lo; porque o Senhor teu Deus certamente o requererá de ti, e em ti haverá pecado» (Deuteronómio 23.21).
É melhor não votar do que votar e não pagar. «Melhor é que não votes do que votares e não cumprires» (Eclesiastes 5.5).
Pode haver casos excecionais em que será melhor quebrar um voto do que continuar nele. Antes da sua conversão um homem pode ter feito votos numa falsa religião ou numa sociedade secreta. Se o cumprimento desses votos for contrário à Palavra de Deus, deve então obedecer às Escrituras, ainda que isso lhe custe a quebra dos votos. Se for o caso de votos para não se divulgar certos segredos, então deve permanecer silencioso a respeito deles durante o resto da sua vida, mesmo depois de romper os seus laços com a sociedade.
O voto que talvez seja mais frequentemente quebrado é o voto do casamento. As promessas solenes feitas na presença de Deus são tratadas como se não fossem de grande importância. No entanto o veredito de Deus permanece o mesmo: «Quando fizeres algum voto ao Senhor teu Deus, não tardarás em cumpri-lo; porque o Senhor teu Deus certamente o requererá de ti, e em ti haverá pecado» (Deuteronómio 23.21).



