A Graça de Deus
“E o Deus de toda a graça, que em Cristo Jesus vos chamou à Sua eterna glória …” (1 Ped. 5:10).
A graça de Deus é o Seu favor e aceitação para quem não merece, para quem, de facto, merece exactamente o oposto, mas que confia em Jesus Cristo como Senhor e Salvador.
Quatro dos versículos mais conhecidos da graça são estes! "… a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo" (João 1:17). "Sendo justificados gratuitamente pela Sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus" (Rm 3:24). "Porque já sabeis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, por amor de vós Se fez pobre; para que pela Sua pobreza enriquecêsseis" (2Cor. 8:9). "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie" (Ef 2:8, 9).
Alguns exaltam a graça de Deus como a principal de todas as Suas virtudes. Samuel Davies, por exemplo, escreveu:
Grande Deus de maravilhas! Todos os teus trilhos
Revelam os Teus atributos divinos aos Teus filhos;
Mas as luzentes glórias da Tua graça singular
Brilham acima das Tuas outras maravilhas sem par:
Quem é Deus como Tu, tão único a perdoar?
Ou quem é tão rico e dado em graça no doar?
Mas quem pode dizer que um dos atributos de Deus é maior do que outro?
Deus tem sido sempre um Deus de graça - tanto no Antigo Testamento, como no Novo. Porém, com a vinda de Cristo, esse aspecto do Seu carácter foi revelado de uma maneira nova e surpreendente.
Quando compreendemos algo da graça de Deus, tornamo-nos adoradores para sempre. Interrogamo-nos: "Porque é que Ele havia de me escolher a mim? Porque é que o Senhor Jesus derramou o sangue da Sua vida por alguém tão indigno? Porque é que Deus para além de me salvar do inferno, me abençoou agora com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais, e destinou-me a passar a eternidade com Ele no céu?" Não admira que cantemos sobre a admirável graça que salvou miseráveis assim!
Depois, Deus também quer que a Sua graça seja reproduzida nas nossas próprias vidas e flua através de nós para outros. Ele quer que sejamos graciosos no nosso modo de tratar os outros. O nosso discurso deve ser sempre com graça, temperado com sal (Cl 4:6). Devemos despojar-nos para que outros possam ser enriquecidos (2 Coríntios. 8:9). Devemos conceder favor e aceitação ao indigno e ao nada amável.



