O hereje

william_macdonald.jpg     “Ao homem herege, depois de uma e outra admoestação, evita-o. Sabendo que esse tal está pervertido, e peca, estando já em si mesmo condenado” (Tito 3:10, 11).

     Quando pensamos num herege, geralmente pensamos em alguém que tenha e propague pontos de vista que são contrários às grandes verdades fundamentais da fé. Pensamos em homens como Arius, Montanus, Marcion e Pelagius, que viveram nos séculos II e III AD.

     Não me proponho rejeitar essa definição de herege, mas ampliá-la. Um herege, no sentido do Novo Testamento, também inclui quem obstinadamente promove um ensino, mesmo de importância secundária, que provoca divisão na igreja. Ele pode ser fiel aos fundamentos e ainda assim fomentar algum outro ensinamento que cause conflitos, pois difere da crença aceite da comunhão onde ele se insere.    

A maioria das traduções modernas diz "homem faccioso" em vez de "herege." Um homem faccioso está teimosamente determinado a montar o seu cavalo de batalha doutrinal, mesmo que isso cause uma divisão na igreja. A conversa dele vai sempre inevitavelmente para este assunto predilecto. Independentemente de onde ele se coloca na Bíblia, ele pensa que encontra apoio para o seu ponto de vista. Ele não consegue ministrar a Palavra publicamente sem o apresentar. Ele é uma espécie de músico que toca numa só nota. Ele só tem uma corda no seu violino, e nessa corda toca apenas uma única nota.

     O comportamento dele é absolutamente perverso. Ele ignora totalmente os mil e um ensinamentos da Bíblia que edificam os santos na sua fé, e amplia uma ou duas doutrinas que se desviam dos padrões que só servem para criar um cisma. Pode ser que ele faça cavalo de batalha de algum aspecto particular da profecia. Ou pode enfatizar exageradamente um dom do Espírito. Ou pode ter uma obsessão com os cinco pontos do Calvinismo.

     Quando os líderes da igreja o advertem para não prosseguir na sua cruzada caprichosa, não se arrepende. Ele insiste que não seria fiel ao Senhor, se não ensinasse aquelas coisas. Ele não será silenciado. Ele tem uma resposta "super-espiritual" para cada argumento que é usado contra si. O facto de estar a criar conflitos e divisões na igreja, no mínimo, não o intimidam. Ele parece insensível ao decreto divino, "Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá …" (1 Coríntios. 3:17).

     A Escritura diz que essa pessoa está pervertida, está a pecar, e condena-se a si mesma. Ela está pervertida no sentido de ter uma "distorção moral" (Phillips), uma “mente distorcida" (NEB), está "deformada" (NIV). Ela está a pecar porque a Bíblia condena tal comportamento. E ela sabe disso, apesar de seus protestos piedosos. Depois de duas admoestações a comunhão deve evitá-la, esperando que o seu ostracismo social a leve a abandonar o seu facciosismo.   

William MacDonald
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