Contentamento

william_macdonald.jpg     “Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes” (1 Tim. 6:8).

     Poucos cristãos levam estas palavras a sério, no entanto elas são tão verdadeiramente Palavra de Deus como João 3:16. Elas dizem-nos para estarmos satisfeitos se tivermos sustento e com que nos cobrirmos. A palavra "cobrirmos" inclui um tecto sobre nossas cabeças, bem como as roupas que vestimos. Por outras palavras, devemos estar contentes com os essenciais mínimos e colocar tudo o que está para além disso na obra do Senhor.

     O homem que tem contentamento tem algo que o dinheiro não pode comprar. E. Stanley Jones disse: "Tudo pertence ao homem que não tem falta de nada. Não tendo nada, possui todas as coisas na vida, incluindo a própria vida ... Ele é rico na escassez das suas necessidades e não na abundância das suas possessões."

     Há anos atrás, quando Rudyard Kipling falou a uma turma de formandos da Universidade McGill, advertiu os estudantes para não atribuírem um prémio grande à riqueza material. Ele disse, "Um dia vocês encontrarão um homem que não se preocupa com nenhuma dessas coisas e depois vocês vão perceber o quão pobres são."

     "O estado mais feliz do Cristão na terra parece estar no facto de ele dever ter poucas necessidades. Se um homem tem Cristo no seu coração, o céu diante dos seus olhos, e apenas a quantidade de bênçãos temporais que são necessárias para o transportar com segurança ao longo da vida, então a dor e o sofrimento têm pouco para flagelar; tal homem tem pouco a perder" (William C. Burns).

     Este espírito de contentamento parece ter caracterizado muitos dos gigantes de Deus. David Livingston disse: "Eu estou determinado a não olhar para nada do que possuo, salvo no que respeita ao Reino de Deus." Watchman Nee escreveu: "Eu não quero nada para mim, eu quero tudo para o Senhor." E disse Hudson Taylor que desfrutava do "luxo de ter poucas coisas para cuidar."

     Para alguns, a ideia de contentamento significa falta de empenho e ambição. Eles imaginam a pessoa contente como um ocioso ou desocupado. Mas isso não é contentamento piedoso. O Cristão contente tem muito de empenho e ambição, mas direccionado para o espiritual, não para o material. Em vez de ser um desocupado, trabalha para poder dar a todos os que estão em necessidade. Nas palavras de Jim Elliot, a pessoa contente é aquela a quem Deus "soltou a tensão da mão avarenta".   

William MacDonald
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