Não se pode pecar e escapar

william_macdonald.jpg     “… sentireis o vosso pecado, quando vos achar” (Núm. 32:23).

     Deus criou certos princípios imutáveis para este nosso mundo, e nem todo o engenho do homem consegue escapar à execução destes princípios. Um deles é que não se pode pecar e escapar.

     Alguns de nós aprendemos isto bem cedo quando surripiámos geleia ou outros alimentos que deixaram marcas que levaram as nossas mães a descobri-lo facilmente. Mas a verdade aplica-se a tudo na vida, e é confirmada por todos os jornais.

     O poema "O Sonho de Eugene Aram" é um exemplo notável disto. Pensando que poderia cometer um crime perfeito, Aram matou um homem e lançou o seu corpo ao rio – “de água quase parada, negro como a tinta, com enorme profundidade ". Na manhã seguinte, ele foi até a beira do rio onde havia cometido o crime

     E perscrutou o reservatório negro maldito
     Com um olhar selvagem incôndito;
     E enxergou o morto no leito do rio
     Pois o canal infiel estava seco e frio.

     Ele tentou cobrir o corpo com um enorme montão de folhas, mas naquela noite um grande vento soprou a área, deixando o corpo completamente visível.

     Então prostrei-me sobre o meu rosto,
     E comecei a chorar cheio de desgosto.
     Eu sabia que o meu segredo particular
     A terra se recusava e se negava guardar,
     Quer fosse na terra, quer fosse no mar,
     Embora no abismo ele devesse ficar.

     Finalmente, ele enterrou a vítima numa caverna remota porém, anos mais tarde, o esqueleto foi descoberto; ele foi julgado pelo crime, e executado. O seu pecado tinha-o achado.
Mas há uma outra maneira em que o pecado nos alcança. E. Stanley Jones lembra-nos que "ele regista-se na ruína interior, no inferno interior de não ser capaz de te respeitar a ti mesmo, obrigando-te a viver escondido em labirintos sombrios".

     E mesmo que o pecado de um homem pudesse de algum modo ficar sem ser detectado nesta vida, ele certamente iria alcançá-lo na próxima. A menos que o pecado tenha sido purificado pelo sangue de Jesus, ele será trazido no Dia do Juízo à luz. Quer se trate de actos, pensamentos, motivos ou intenções; ele será incriminado e será anunciada a sua condenação. A condenação, obviamente, é a morte eterna.   

William MacDonald
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