Declínio espiritual

william_macdonald.jpg     “Pensando, porém, eles que viria de companhia pelo caminho, andaram caminho de um dia …” (Lucas 2:44).

     Quando Jesus tinha doze anos, os Seus pais e Ele foram de Nazaré a Jerusalém para celebrar a festa da Páscoa. Indubitavelmente viajaram com uma grande multidão de peregrinos. Era inevitável que os rapazes da mesma idade andassem juntos durante as festividades. Assim, na viagem de regresso a Nazaré, José e Maria assumiram que Jesus estaria com os outros jovens algures na caravana. Porém não estava. Ele tinha ficado em Jerusalém. Eles tinham viajado um dia inteiro antes de darem pela Sua falta. Então tiveram de regressar a Jerusalém onde O encontraram depois de três dias.

     Há aqui uma lição para todos nós. É possível supormos que Jesus está na nossa companhia quando não está. Podemos pensar que andamos em comunhão com Ele, quando na verdade o pecado tem-se interposto entre as nossas almas e o Salvador. O declínio espiritual é subtil. Nós não temos consciência da nossa frieza. Pensamos que somos os mesmos de sempre.

     Porém outras pessoas podem pronunciar-se. Podem dizer pela nossa conversa que nos temos afastado do nosso primeiro amor e que interesses mundanos tomaram precedência sobre a nossa vida espiritual. Podem detectar que nos temos alimentado com os porros, as cebolas e os alhos do Egipto. Notam que nos tornámos críticos quando antes éramos bondosos e compassivos. Notam que usamos um monte de conversa de rua, em vez da linguagem de Sião. Apercebamo-nos ou não, perdemos o nosso cântico. Nós próprios somos infelizes e miseráveis e tendemos a tornar as outras pessoas também miseráveis. Nada parece dar certo. O dinheiro vaza dos nossos bolsos. Se tentamos testemunhar do Salvador, temos pouco impacto sobre os outros. Eles não vêem muita diferença entre eles e nós.

     Normalmente é preciso que aconteça uma crise de algum tipo que nos revele que Jesus não está na nossa companhia. Pode ser que ouçamos a voz de Deus a falar connosco através de uma pregação ungida. Ou um amigo pode colocar um braço em volta de nós e confrontar-nos com a nossa condição espiritual baixa. Ou pode ser uma doença, a morte de um ente querido, ou uma tragédia que nos chame à razão.

     Quando isso acontece, temos de fazer o que José e Maria fizeram - voltar ao lugar onde O vimos pela última vez. Temos de voltar ao lugar onde algum pecado quebrou a nossa comunhão com Ele. Ao confessarmos e abandonarmos o nosso pecado, somos restaurados, e começamos uma vez mais a viajar com Jesus na nossa companhia.   

William MacDonald
One Day at a Time

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