Disciplina dos filhos

william_macdonald.jpg     “Castiga a teu filho enquanto há esperança, mas para o matar não alçarás a tua alma” (Prov. 19:18).

     Vivemos numa sociedade permissiva. Especialmente na área da formação das crianças, as pessoas dão ouvidos ao conselho de psicólogos e sociólogos, e não aos ensinamentos da Palavra de Deus. Muitos adultos que foram educados por pais que ousaram discipliná-los resolveram permitir independência e expressão de personalidade aos seus filhos. Quais são os resultados?

     Estes filhos crescem com um profundo sentimento de insegurança. Tornam-se desajustados na sociedade. Acham difícil lidar com problemas e dificuldades, e procuram libertação em drogas e bebidas alcoólicas. Uns anos de disciplina ter-lhes-ia tornado muito mais fácil o resto da sua vida.

     Não é de surpreender que vivam vidas indisciplinadas. A sua aparência pessoal, os seus quartos, os seus hábitos pessoais, tudo denuncia a sua atitude descuidada e desordenada.

     Estão satisfeitos com a mediocridade ou menos. Falta-lhes a força para se destacarem no desporto, música, arte, negócios e outras áreas da vida.

     Estes filhos tornam-se alienados dos pais. Estes pais pensavam que iriam ganhar o amor eterno dos seus filhos ao poupá-los à punição. Em vez disso, ganharam o ódio deles.

     A sua rebelião contra a autoridade paternal estende-se a outras áreas da vida – à escola, ao emprego e ao governo. Se os seus pais tivessem simplesmente quebrado as suas vontades no início da vida, ter-lhes-iam tornado mais fácil a sujeição nas áreas normais da vida.

     A rebelião estende-se aos padrões morais estabelecidos nas Escrituras. Os jovens rebeldes desprezam os mandamentos divinos a respeito da pureza e abandonam-se a uma vida libertina e estouvada. Manifestam uma profunda repulsa por tudo o que é bom, e amam tudo o que é contra-natural, obsceno e repugnante.

     Finalmente, os pais que não conseguem quebrar a vontade de uma criança através da disciplina tornam mais difícil a salvação dessa criança. A conversão envolve a quebra da vontade na sua rebelião contra a autoridade de Deus. Foi por isso que Susannah Wesley disse: "O pai que estuda a subjugação da vontade própria do seu filho trabalha em conjunto com Deus, na regeneração e salvação de uma alma. O pai que cede faz a obra do Diabo, torna impraticável a fé, a salvação inatingível, e faz tudo para condenar o seu filho para sempre - alma e corpo."   

William MacDonald
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