O único requisito
“Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios” (Rom. 5:6).
Cristo não veio chamar os justos, nem morreu pelas boas pessoas. Não foi por pessoas bondosas, respeitáveis, finas que Ele foi à cruz. Ele morreu pelos ímpios.
Claro que, do ponto de vista de Deus, toda a humanidade é ímpia. Todos nascemos em pecado e fomos formados em iniquidade. Como ovelhas perdidas, temo-nos desviado e seguido o nosso próprio caminho. Aos olhos puros de Deus, nós somos depravados, imundos e rebeldes. Os nossos melhores esforços para fazer o que está certo não passam de trapos imundos.
O problema é que a maioria das pessoas não está disposta a admitir que são ímpias. Ao compararem-se com os criminosos na sociedade, imaginam que são muito dignas de ir para o céu. São como a dama distinta da classe alta, que se orgulhava do seu envolvimento social e donativos para fins caritativos. Quando um vizinho Cristão lhe deu testemunho, ela disse que não sentia necessidade de ser salva; as suas próprias boas obras eram suficientes. Ela lembrou-lhe que era membro de igreja e que era oriunda de uma longa linhagem de "Cristãos". O Cristão pegou num pedaço de papel, escreveu sobre ele ÍMPIA em letras maiúsculas, depois, virou-se para ela e perguntou-lhe: "Importa-se que eu fixe isto à sua blusa?" Quando ela viu a palavra ímpia, eriçou-se. "É claro que me importo", disse ela. "Ninguém me vai dizer que sou ímpia." Ele então explicou-lhe que, ao recusar admitir a sua pecaminosidade, perdição, condição desesperada, ela excluía-se de qualquer benefício da obra salvadora de Cristo. Se ela não quisesse confessar que era ímpia, então, Cristo não morreu por ela. Se ela não estava perdida, então ela não podia ser salva. Se ela estava sã, então ela não tinha necessidade do Grande Médico.
Uma festa especial foi realizada num grande auditório cívico. Era destinada a crianças que eram cegas, aleijadas ou de outro modo debilitadas. As crianças vieram em cadeiras de rodas, muletas, e levadas pela mão. Quando a festa decorria, um agente da polícia encontrou um rapazito a chorar na escadaria da frente do edifício.
"Porque estás a chorar", perguntou com simpatia?
"Porque eles não me vão deixar entrar."
"Porque é que eles não te vão deixar entrar?"
O miúdo soluçou, "Porque não há nada de errado comigo."
É assim que acontece com a festa do Evangelho. Se não há nada de errado consigo, você não pode entrar. Para poder entrar, você tem de provar que é um pecador. Tem que reconhecer que é ímpio. Foi pelos ímpios que Cristo morreu. Como Robert Munger disse: "A Igreja é a única comunhão no mundo onde o único requisito para se ser membro é a indignidade e desmerecimento do candidato."



