Possessão demoníaca
“E curou muitos que se achavam enfermos de diversas enfermidades, e expulsou muitos demónios ...” (Mc. 1:34).
Alguns Cristãos tendem a pensar na possessão demoníaca como um fenómeno que existia quando nosso Senhor estava na terra, mas que não está mais presente hoje. Isso é um equívoco que deve ser corrigido. Quase todos os dias os jornais contêm relatos de crimes irracionais que dão todas as indicações de serem inspirados por demónios. Existem certos sintomas de possessão demoníaca, que nos ajudam a identificá-los e a distingui-los das doenças mentais.
Primeiro de tudo, um demónio, eventualmente, conduz a sua vítima à violência e destruição. A finalidade de um demónio é sempre destruir.
Uma pessoa que esteja possuída por demónio tem duas ou mais personalidades, a sua própria e a do demónio(s). Ela pode falar com vozes diferentes e identificar-se com nomes diferentes.
Esta pessoa é capaz de proezas de força sobrenatural ou de poderes sobrenaturais de conhecimento.
Embora ela possa falar condescendentemente do Senhor Jesus, por vezes, o seu comportamento normal é blasfemar ou reagir violentamente a qualquer menção do Senhor, ou à oração, ou ao sangue de Cristo ou à Palavra de Deus.
O seu comportamento é muito estranho, errático, revelando desassossego. Os outros não conseguem compreendê-la, controlá-la, ou reabilitá-la. Ela pode ser suicida, e pode viver no cativeiro do medo e da superstição.
A possessão demoníaca está muitas vezes associada intimamente ao uso de drogas alucinogénicas. Estas drogas introduzem a pessoa no domínio sobrenatural e abrem o seu ser à entrada de demónios. Na Bíblia, a palavra Grega traduzida por "feitiçaria" ou "arte mágica" é a palavra “pharmakia”, que significa drogas.
A pessoa que está possuída por demónio, é muitas vezes sádica, exibindo crueldade mental ou física incomum e, por vezes mutila e esquarteja os corpos das suas vítimas.
Outras pessoas endemoninhadas podem ser mórbidas, frequentando cemitérios, coleccionando crânios ou outros ossos, ou serem obcecadas por histórias horripilantes.
O sol e a lua, especialmente a lua nova, exercem uma influência profunda no mundo do demonismo. Daí a promessa reconfortante da Palavra de Deus aos crentes, "O sol não te molestará de dia nem a lua de noite" (Salmo 121:6).
Os demónios podem ser expulsos pela oração e pela autoridade do Nome do Senhor Jesus. Mas a libertação duradoura para a pessoa só é encontrada quando a pessoa nasce de novo através da fé no Salvador.
NOTA DO TRADUTOR:
O crente hoje não tem a autoridade que o Evangelho do Reino concedia aos crentes da dispensação anterior para expulsarem demónios - “E estes sinais seguirão aos que crerem: em Meu nome, expulsarão demónios; falarão novas línguas …” (Mar. 16:17). A pregação do Evangelho do Reino foi suspensa, com a suspensão do estabelecimento do reino, voltando este somente a ser de novo pregado na Grande Tribulação (Mat. 24:14) - após o Arrebatamento da Igreja.
O Evangelho que hoje está a ser e deve ser pregado é o Evangelho da Graça de Deus. Este Evangelho não contém tais promessas mas, em si mesmo, é “o PODER (Gr. Dunamis, significando DINAMITE) de Deus para salvação de todo aquele que crê …” (Rom. 1:16). Assim sendo, o conselho que damos aos crentes quando estiverem perante casos de possessão demoníaca, é orarem por essas pessoas e expor-lhes, quando estão lúcidas, o Evangelho da Graça de Deus, conduzindo-as à fé no Senhor Jesus Cristo como seu Salvador. Não há fortaleza que resista à “dinamite” do Evangelho da Graça de Deus. O tradutor pode testemunhar pessoalmente essa experiência, relativamente a uma tia sua que foi assim salva, pela graça de Deus.
“Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que nem mesmo a Seu próprio Filho poupou, antes, O entregou por todos nós, como nos não dará também com Ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? Pois é Cristo quem morreu ou, antes, quem ressuscitou dentre os mortos, o Qual está à direita de Deus, e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia: fomos reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por Aquele que nos amou. Porque estou certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor!” (Rom. 8:31-39).



