Generosidade
“Alguns há que espalham, e ainda se lhes acrescenta mais; e outros que retêm mais do que é justo, mas é para a sua perda” (Prov. 11:24).
O Espírito Santo revela-nos aqui num segredo delicioso. É contrário a tudo o que poderíamos esperar e, apesar disso, invariavelmente verdade. O segredo é este: quanto mais se dá, mais se tem. Quanto mais se acumula, menos se tem. A generosidade multiplica-se. A avareza produz pobreza. "O que dei, tenho; o que gastei, tinha; o que guardei, perdi."
Isto não significa que se colha a mesma quantia que se semeia, que o fiel mordomo se tornará financeiramente rico. Ele pode semear euros e colher almas. Ele pode semear bondade e colher amigos. Ele pode semear compaixão e colher amor.
Isto significa que uma pessoa generosa colhe recompensas que os outros não podem conhecer. Ele abre o seu correio e descobre que a oferta de dinheiro que enviou satisfez uma necessidade crítica na hora certa e na quantia exacta. Ele descobre que o livro que comprou a um jovem crente foi usado por Deus para mudar todo o rumo de uma vida. Ele ouve de uma bondade que manifestou no Nome de Jesus ter sido o elo na cadeia de salvação dessa pessoa. Ele está delirantemente feliz. A sua alegria não tem limites. Ele nunca trocaria de lugar com outros que parecem ter mais do que ele.
O outro lado da verdade é que a acumulação conduz à pobreza. Nós realmente não obtemos prazer do dinheiro que está depositado no banco. Ele pode iludir-nos com uma falsa sensação de segurança, mas não pode proporcionar prazer verdadeiro e duradouro. Qualquer escasso interesse que o dinheiro possa merecer é uma ninharia comparado com a emoção de se ver o dinheiro usado para a glória de Cristo e a bênção dos nossos semelhantes. O homem que retém mais do que é adequado pode ter um saldo bancário elevado, mas tem um pequeno saldo de alegria nesta vida e um diminuto saldo no banco do céu.
O versículo de hoje visa não só estabelecer um princípio divino, mas também lançar um desafio divino. O Senhor está a dizer-nos: "Prova-o tu mesmo. Disponibiliza-Me os teus pães e peixes. Eu sei que tencionavas usá-los no teu próprio almoço. Mas se mos entregares a Mim, haverá abundância para o teu almoço e o de milhares de outros. Sentir-te-ias embaraçado se comesses o teu almoço enquanto os que te rodeiam ficassem sentados a ver-te comer. Porém pensa na satisfação de saberes que usei o teu almoço para alimentar a multidão."
Nós perdemos o que connosco gastamos
Como tesouro infindável valorizamos
O que quer que, a Ti emprestemos, Senhor
A Ti que tudo dás com muito amor.
-Charles Wordsworth



