Mantendo a chama espiritual

william_macdonald.jpg     “… sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor.” (Rom. 12:11).

     Uma das leis que opera no mundo físico é que as coisas tendem a perder o ímpeto, ou a relaxar ou extinguir-se. Isto não é uma declaração científica da lei, mas dá a ideia geral.

     Somos informados, por exemplo, que o sol arde a um ritmo impetuoso, e que embora possa continuar assim por muito tempo, o seu espaço de tempo está a declinar.

     Corpos de idade, morrem e voltam ao pó. Um pêndulo colocado em movimento com a mão desacelera e depois pára. Nós damos corda a um relógio e cedo ele precisa que repitamos o processo. A água quente esfria à temperatura ambiente. Os metais deslustram e escurecem. As cores desbotam. Nada perdura indefinidamente e não há movimento perpétuo. A mudança e a decadência afectam tudo.

     O próprio mundo envelhece. Falando dos céus e da terra, diz a Escritura: " Eles perecerão, mas Tu (Filho de Deus) permanecerás; e todos eles, como roupa, envelhecerão, e como um manto os enrolarás, e como um vestido se mudarão, mas Tu és o mesmo, e os Teus anos não acabarão" (Heb. 1:11, 12).

     Infelizmente, parece haver um princípio semelhante no reino espiritual, que é verídico para indivíduos, igrejas, movimentos e instituições.

     Mesmo que uma pessoa comece a vida cristã de forma brilhante, há sempre o perigo do zelo decair, do poder diminuir, e da visão enfraquecer. Tornamo-nos cansados, complacentes, frio e velhos.

     O mesmo é verdade para as igrejas. Muitas começaram na crista de um grande movimento do Espírito Santo. O fogo continua incandescente durante anos. Depois o declínio inicia-se. A Igreja deixa o seu primeiro amor (Ap 2:4). A lua-de-mel acaba. O fervor evangelístico dá lugar à rotina dos cultos. A pureza doutrinária pode ser sacrificado por uma unidade inútil. Por fim, um edifício vazio é um testemunho silencioso de que a glória se foi.

     Movimentos e instituições estão sujeitas à decadência. Podem começar como poderosas actividades evangelísticas, depois tornam-se tão absorvidos pelo trabalho social que o Evangelho é grandemente negligenciado. Ou podem começar com o entusiasmo e a espontaneidade do Espírito, depois caiem em rituais frios e formalismos. Precisamos de nos proteger do declínio espiritual. Precisamos de experimentar o que Norman Grubb chama de avivamento contínuo. Precisamos de "manter a chama espiritual."


William MacDonald
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