Com tacto
“… sede prudentes como as serpentes e símplices como as pombas.” (Mat. 10:16).
Um elemento importante da sabedoria prática é o tacto. O cristão deve aprender a ter tacto. Isso significa que ele deve desenvolver uma sensibilidade delicada quanto ao que deve fazer ou dizer, de modo a evitar a ofensa e cimentar bons relacionamentos. A pessoa com tacto coloca-se no lugar do interlocutor e pergunta: "Como é que eu gostaria que isto me fosse dito ou feito?" Ela procura ser diplomática, atenciosa, agradável e perspicaz.
Infelizmente, a fé Cristã tem tido sua quota de aderentes sem tacto. Um exemplo clássico é a do barbeiro Cristão numa pequena cidade do Meio-Oeste da América. Quando um cliente sem sorte entrou na loja um dia e pediu para fazer a barba, o barbeiro acomodou-o na cadeira, fixou o pano branco usual no pescoço e inclinou-o para trás na cadeira. O cliente viu no tecto a expressão "Onde passará a eternidade?" O barbeiro ensaboou-lhe o rosto abundantemente; depois ao começar a afiar a navalha na tira de couro própria para o efeito, iniciou o seu testemunho evangelístico com a pergunta: "Está preparado para se encontrar com Deus? "O cliente pulou da cadeira – com toalha, espuma e tudo - não deu sinal desde então.
Depois, há o estudante zeloso que sai uma noite para fazer evangelismo pessoal. Enveredando por uma rua escura, ele vislumbra uma jovem senhora que caminha à sua frente na penumbra. Quando ele tenta encurtar a distância para a alcançar, ela começa a correr. Ansioso, ele corre atrás dela. Quando ela duplica o ritmo, ele faz o mesmo. Finalmente, ela corre para o pórtico de uma casa em estado de choque e começa atrapalhadamente à procura das chaves na sua bolsa. Quando ele alcança o pórtico, ela paralisa de medo a ponto de quase gritar. A seguir, sorrindo, ele entrega-lhe um folheto e vai-se embora, feliz por ter alcançado outro pecador com o Evangelho.
É necessário grande tacto quando se visita os doentes. Não ajuda dizer: "Realmente tem ar adoentado" ou "Tive conhecimento de uma pessoa com o mesmo problema - e morreu." Quem precisa deste tipo de conforto?
E devemos ser diplomáticos quando visitamos os enlutados. Não devemos ser como o Texano, que disse à viúva de um político assassinado, "E só de pensar que isso tinha de acontecer no Texas!"
Que Deus abençoe os preciosos santos que parecem sempre saber como dizer a palavra apropriada de modo agradável. E que Deus ensine os restantes de nós a sermos diplomatas com tacto, em vez de trapalhões sem tacto.
William MacDonald



