Somos únicos

william_macdonald.jpg     “... pela graça de Deus sou o que sou ...” (1 Cor. 15:10).

     Uma das auto-infligidas agonias da vida é tentar-se ser o que nunca se foi destinado ser. Todo mundo é uma criação única de Deus. Como alguém disse: "Quando Ele nos fez, Ele dispôs do molde." E Ele nunca pretendeu que nós tentássemos alterá-lo.

     Maxwell Maltz escreveu: "Você é uma personalidade que não está em concorrência com nenhuma outra personalidade, simplesmente porque não há outra pessoa na face da terra como você, ou na sua particular classe. Você é um indivíduo. Você é único. Você não é ‘como’ qualquer outra pessoa e nunca poderá tornar-se ‘como’ qualquer outra pessoa. Você não é ‘suposto’ ser como qualquer outra pessoa e nenhuma outra pessoa é ‘suposta’ ser como você."

     "Deus não criou uma pessoa padrão e, e de algum modo rotulou essa pessoa dizendo ‘é isso mesmo.’ Ele fez todo o ser humano individual e único, do mesmo modo que fez cada floco de neve individual e único."

     Todos nós somos produto da sabedoria e do amor de Deus. Ao fazer-nos como somos, Ele sabia exactamente o que estava a fazer. A nossa aparência, a nossa inteligência e os nossos talentos representam o Seu melhor para nós. Qualquer pessoa com infinito conhecimento e infinito amor teria feito o mesmo.

     Por isso, então, desejarmos ser outra pessoa seria um insulto a Deus. Sugeriria que ele cometeu um erro ou que nos teria privado de algo que fosse para nosso bem.

     Desejar ser como outrem é fútil. Há uma finalidade no que Deus nos criou e no que Ele nos deu. Claro que podemos imitar as virtudes das outras pessoas, mas aqui estamos a pensar no que somos como criação de Deus.

     Se passarmos a vida insatisfeitas com o desígnio de Deus para as nossas vidas, ficaremos paralisados com sentimentos de inferioridade. Mas não se trata de uma questão de inferioridade. Nós não somos inferiores - apenas individuais e únicos.

     A tentativa de se ser outrem está condenada a acabar em fracasso. É tão impensável quanto um dedo tentar fazer o trabalho do coração. Não foi esse o desígnio de Deus e isso simplesmente não funcionará.

     A atitude correcta é dizer com Paulo: "… pela graça de Deus sou o que sou" (1 Cor. 15:10). Devemos alegrar-nos com o que somos como concepção distinta de Deus e determinarmo-nos a usar o que somos e temos ao máximo para a Sua glória. Há muitas coisas que nós não seremos capazes de fazer, mas há outras coisas que podemos fazer e que os outros não conseguem.


William MacDonald
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