Vidas dissipadas

william_macdonald.jpg     “A todos os que são chamados pelo Meu nome, e os que criei para Minha glória; eu os formei, sim, Eu os fiz” (Isa. 43:7).

     Uma das grandes tragédias da nossa existência é ver homens e mulheres que desperdiçarem as suas vidas. O homem, afinal, foi feito à imagem e semelhança de Deus. Ele estava destinado a um trono, não a um banco de bar. Ele foi criado para ser representante de Deus, não escravo do pecado. Em resposta à pergunta: "Qual é o fim principal do homem?", O Catecismo Abreviado lembra-nos que "O principal fim do homem é glorificar a Deus e desfrutá-lo para sempre." Se falharmos nisto, falhamos em tudo.

     J. H. Jowett chora quando toma consciência que o curso de muitas pessoas ao longo dos anos "não é tanto o trânsito de um homem como a passagem de uma amiba." Ele entristece-se ao ver homens que se babam para não serem nada mais do que "funcionários menores de empresas transitórias." Ele assinala com comiseração o epitáfio de alguém que "nasceu homem e morreu como merceeiro."

     F. W. H. Myers contempla a humanidade e escreve:

     Só vejo como almas as pessoas ali em baixo, no baixio,
     Presos que deveriam conquistar, escravos que deveriam ser reis,
     Ouvindo a sua única esperança com um assombroso vazio,
     Tristemente satisfeitas com um espectáculo de coisas fúteis.

      Quando Watchman Nee era jovem, ele foi movido a ver "um dom criativo humano esbanjado por um empregador avarento ... Numa das lojas da rua de lacados da velha cidade um artesão anónimo já tinha despendido seis anos em três folhas de madeira dura de uma tela de quatro folhas, esculpindo flores em relevo na madeira natural, branco contra uma superfície em preto lacado. Para isso, ele era pago a oitenta cêntimos por dia, ‘chovesse, fizesse sol, houvesse férias, ou uma revolução’, como o dono da loja estabeleceu, mais o seu arroz e vegetais e uma prancha para dormir. Uma vez tendo adquirido habilidade para este trabalho, ele conseguiu fazer apenas duas das telas, pois os seus olhos e nervos falharam e ele foi lançado fora com os mendigos."

     A tragédia da vida de hoje é que os homens não apreciam a sua alta vocação. Eles passam pela vida abraçando o inferior. Arrastam-se em vez de voarem. Como alguém disse, varrem juntando um monte de lixo, não notando que um anjo acima deles lhes está a oferecer uma coroa. O seu tempo é dissipado a sobreviver em vez de a viver.

     Muitos hoje estão preocupados com a o esbanjar dos recursos naturais, mas nunca pensam na perda muito maior dos recursos humanos. Muitos fazem campanhas para salvar espécies ameaçadas de aves, animais e peixes, mas conseguem olhar de modo insensível para as pessoas que desperdiçam as suas vidas. Uma vida humana vale mais do que todo o mundo. Dissipar uma vida é uma tragédia indizível. Uma mulher disse: "Eu estou com setenta anos de idade, e não fiz nada com a minha vida." O que é que poderia ser mais trágico?


William MacDonald
One Day at a Time

Sermões e Estudos

Carlos Oliveira 17ABR26
A tua chávena

Tema abordado por Carlos Oliveira em 17 de abril de 2026

Dário Botas 12ABR26
A tua morte é um dever!

Tema abordado por Dário Botas em 12 de abril de 2026

Carlos Oliveira 10ABR26
À procura da chave

Tema abordado por Carlos Oliveira em 10 de abril de 2026

Estudo Bíblico
1 Timóteo 3:2

Estudo realizado em 15 de abril de 2026

ver mais
  • Avenida da Liberdade 356 
    2975-192 QUINTA DO CONDE 





     
  • geral@iqc.pt 
  • Rede Móvel
    966 208 045
    961 085 412
    939 797 455
  • HORÁRIO
    Clique aqui para ver horário