O crente e o pecado

william_macdonald.jpg     “Qualquer que permanece n’Ele não peca: qualquer que peca não O viu nem O conheceu” (1 João 3:6).

     Ontem nós considerámos uma passagem que muitas vezes se torna angustiante para Cristãos sinceros. Hoje consideraremos três versículos na primeira epístola de João que também perturbam os crentes que estão todos muito conscientes dos seus pecados. Há o versículo já citado em cima. Depois, há 1 João 3:9: "Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus" E 1 João 5:18: "Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca; mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca." Tomados como se apresentam sem si estes versículos poderiam muito bem fazer qualquer um de nós questionar se é verdadeiro crente.

     Mas, no entanto, outros versículos na mesma carta reconhecem que o crente peca - por exemplo, 1:8-10, 2:1b.

     O problema é em grande parte um problema de tradução. Na língua original do Novo Testamento, há uma diferença entre a ocorrência de actos de pecado ocasionais e a prática do pecado como um modo de vida. O Cristão comete actos de pecado, mas o pecado não é o que caracteriza a sua vida. Ele foi libertado do pecado como seu amo.

     A Nova Versão Internacional (NIV) mostra que os verbos nestes versículos estão no que poderíamos chamar de presente contínuo, como se segue: "Ninguém que vive n’Ele continua a pecar. Ninguém que continua a pecar O viu ou conheceu. "(3:6). "Ninguém que é nascido de Deus continua a pecar, porque a semente de Deus permanece nele; ele não pode viver a pecar, porque é nascido de Deus" (3:9). "Sabemos que alguém nascido de Deus não continua a pecar; aquele que nasceu de Deus Ele mantém-no seguro, e o Maligno não lhe toca" (5:18).

     Qualquer Cristão que diz que não peca tem uma compreensão imperfeita do que é o pecado. Aparentemente não percebe que tudo o que fica aquém do padrão perfeito de Deus é pecado. O facto é que nós cometemos actos pecaminosos todos os dias, em pensamentos, palavras e acções.

     Porém João faz uma distinção entre o que é excepcional e o que é habitual. Com o verdadeiro santo, o pecado é estranho e a justiça é característica.

     Quando compreendemos isto, não temos necessidade de nos torturarmos com estes versículos que nos fazem duvidar da nossa salvação. Os factos simples são estes: a vontade de Deus é que não devemos pecar. Infelizmente pecamos. Mas o pecado não é mais poder dominante das nossas vidas. Nós não praticarmos mais o pecado como fazíamos antes de sermos salvos ...


William MacDonald
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