O missionário e o pobre homem Indiano
“… a maior destas é a caridade [ou, amor]” (1 Coríntios 13:13).
Caros amigos,
O dar sacrificial é para nós quase desconhecido na América. Motivos mundanos têm enevoado o nosso pensamento e entorpecido a nossa sensibilidade. Estamos constantemente a combater o engodo dos desejos pessoais que se sobrepõem às necessidades dos outros.
Conta-se a história de um pai missionário na Índia e do seu filho, que estavam no seu caminho da igreja para casa. Levando ao colo o seu menino de três anos, o missionário entrou numa pequena loja para comprar uma caixa de fósforos para a sua esposa.
No mesmo instante, um pobre Indiano ia a passar. A sua camisa estava rasgada, suor e lama empastavam sobre ele. Segurando o filho dele pela mão, o Indiano parou para lhe comprar um chocolate. Antes que lojista pudesse entregá-lo à criança, o filho do missionário agarrou-o.
O missionário puxou a mão dele para trás, deu-lhe uma palmada e repreendeu-o, dizendo: "Não!" Ele pegou então no chocolate e entregou-o à criança Indiana.
"Oh, por favor, não faça isso, senhor", disse Indiano ao missionário. "Ele é apenas uma criancinha, e não sabe o que faz." E voltou-se para o seu próprio filho pequenito e disse: "Querido, não queres partilhar o teu chocolate com o teu irmão?"
A criança disse, "Sim", e o homem partiu um pedaço e deu-o ao filho do missionário.
"De início pensei que o meu filho não devia receber o chocolate", disse o missionário. "Mas depois algo mais elevado do que o meu próprio ego me disse: 'Não sejas tolo, deixa-os fazê-lo. O que eles estão a expressar é amor."
O amor é a base do sacrifício. Ao pesarmos as nossas bênçãos na balança do amor de Deus e ao percebermos quão afortunados somos à luz dos necessitados que nos rodeiam não é difícil dar sacrificialmente.
A maior dádiva de todas foi a dádiva do Filho unigénito de Deus, que morreu na cruz em nosso favor. Tudo o que pudermos dar sacrificialmente nunca se poderá comparar com o Seu grande amor e sacrifício.
Dar é um grande privilégio e um meio pelo qual Deus escolheu para nos abençoar e aos outros através de nós. Mas se não dermos, Ele não permitirá que a Sua obra pare por falta de fundos. Ele simplesmente redistribuirá os recursos necessários aos Cristãos que procuram sinceramente a Sua vontade e que sacrificarão os excessos pessoais em favor das necessidades dos outros.
Bill Bright



