O saldo final
“Porque melhor é a sua mercadoria do que a mercadoria de prata, e a sua renda do que o ouro mais fino” (Provérbios 3:14).
Caros amigos,
É interessante notar que a Bíblia usa termos financeiros para ilustrar verdades espirituais. Eis um exemplo.
Sabe qual é a quantia mais importante nos negócios?
Não se trata do dinheiro da receita, como muitos possam pensar. Muitos empresários foram à falência, por viverem uma vida de luxo com o dinheiro facturado.
A quantia crucial não é receita, mas o lucro. Simplificando, o lucro é o total da receita depois de deduzido o total das despesas.
O nosso Senhor Jesus Cristo usou este termo em uma de suas perguntas mais famosas: "Pois que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma? Ou que daria o homem pelo resgate da sua alma?" (Marcos 8:36-37).
Por outras palavras, o nosso Senhor estava a dizer que se pode ter toda a receita que a vida tem para oferecer - saúde, riqueza, prestígio social - e ainda assim ser espiritualmente falido.
Como pode ser isso? Como foi mencionado, quando as despesas superam a facturação. Como qualquer empresário sabe, uma das maiores despesas numa empresa é a dos salários. E a Bíblia diz: "O salário do pecado é a morte" (Romanos 6:23).
O "salário", ou as despesas do pecado, acaba com a rentabilidade. A menos que o pecado seja tratado nas nossas vidas, o saldo final espiritual é perda eterna. No saldo eterno, haverá um deficit.
Isso não significa que para o saldo eterno final, o lado do débito (as más acções) seja comparado com o lado do crédito (boas obras), com o resultado a determinar o nosso destino eterno, céu ou inferno, embora as recompensas do Cristão sejam afectadas pelas sua obras.
Em Romanos 6:23, a Bíblia diz que, apesar do salário do pecado ser a morte, "o dom gratuito de Deus é a vida eterna por Cristo Jesus nosso Senhor".
Quando recebemos Cristo como nosso Salvador, o débito total do livro de registo contabilístico da nossa vida é cancelado pelo Seu sangue e como uma dádiva gratuita Cristo imputa a Sua justiça no nosso crédito! Como aconteceu com Abraão (Génesis 15:6), é-nos "creditada" ou “imputada” a Sua justiça. Paulo escreveu: " Ora não só por causa dele está escrito, que lhe fosse tomado em conta, mas também por nós, a quem será tomado em conta; os que cremos naquele que dos mortos ressuscitou a Jesus nosso Senhor; o Qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação". (Romanos 4:23-25).
Os Cristãos aclamam a Deus no seu louvor, como exorta as Escrituras (Salmos 47:1), por terem esta revelação sobre a imputação da justiça de Cristo. Se há uma verdade espiritual sobre todas as outros que leve alguém a exultar de alegria, é esta. Avance!
Bill Bright



