O dia em que o meu pai morreu
“Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança. Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem Deus os tornará a trazer com Ele” (1 Tessalonicenses 4:13-14).
Caros amigos,
Foi cerca das 23 horas, na noite antes da Páscoa de 1982, que recebi a notícia que o meu pai tinha partido para estar com o Senhor.
Por causa da sua doença grave, a notícia não era inesperada, mas ao mesmo tempo foi motivo de grande tristeza. De repente, tive a sensação dolorosa que acompanha a morte de um ente querido - o sentimento de que nunca mais iria ver de novo o meu pai neste mundo. Com esta consciência irrompeu em mim um dilúvio de lágrimas.
Caí de joelhos para adorar, louvar e dar graças ao Senhor, que é soberano em todas as coisas. "Preciosa é à vista do Senhor a morte dos Seus santos" (Salmo 116:15). A versão New Living Translation diz: "Os amados do Senhor são preciosos para Ele; Ele sofre quando eles morrem", que me diz que o Senhor estava a sofrer comigo. Mesmo apesar do Senhor saber que é melhor para o meu pai estar com Ele na glória, Deus identifica-se compassivamente connosco em todas as nossas provações.
O corpo que havia revestido o meu pai durante 93 anos, era agora descartado como um fato de roupa desgastada. Com o meu louvor a Deus veio a Sua paz graciosa, sobrenatural e a certeza de que agora o meu pai estava com o Senhor para sempre e um dia o verei novamente no seu corpo ressuscitado.
Durante uma das minhas visitas ao cemitério para visitar as sepulturas dos meus pais, eu dei graças ao nosso Senhor gracioso pelas suas vidas longas, ricas, especialmente pelos 36 anos que partilhei com o meu pai depois que tive o privilégio de o conduzir ao Senhor.
Quando comecei a retirar-me, vi ao lado do seu lugar de repouso uma sepultura muito curta. Aparentemente, de acordo com a inscrição na pedra, era o túmulo de um bebé que tinha nascido e morrido no mesmo dia. Ali, quase lado a lado, foram enterrados os corpos do meu pai de 93 anos e de um bebé de 1 dia de idade.
Ninguém tem direito à vida. Ninguém sabe quanto tempo vai viver. A única coisa que realmente importa nas nossas vidas é o que fazemos para Cristo. Para isso, devemos viver vidas santas, confiar n’Ele, amá-Lo com todo o nosso coração, mente e alma, e fazer a Sua vontade.
Bill Bright



