Receber um grande Rei
"… Eu sou grande Rei, diz o Senhor dos Exércitos, o Meu nome será tremendo entre as nações." (Malaquias 1:14). Caros amigos,
Um dia eu estava a conversar com uma pessoa na Flórida, que tinha vindo a nossa casa querendo vender-me uma coisa.
Como muitas vezes costumo perguntar a estranhos, eu perguntei, "Onde é que se encontra na sua jornada espiritual?" Depois de lhe testemunhar por alguns minutos, ela indicou que gostaria de receber o Senhor.
Pusemo-nos de joelhos e orámos, e eu pensei que tinha sido uma decisão genuína. Porém, um amigo comum que estava connosco disse-me mais tarde que, quando conversaram, ela lhe disse, "Bem, eu não recebi a Jesus como o Filho de Deus, recebi-O como um grande homem."
Bem, é para nós incompreensível como é que ela pôde ter tirado aquela conclusão, mas no nosso testemunho às pessoas, devemos tornar claro que Jesus não é apenas um grande homem. Ele é Deus.
Infelizmente, nada aconteceu na vida desta pessoa naquele dia - não renasceu espiritualmente; recebeu Jesus apenas como um grande homem. Ela não entendeu completamente o que significava "receber". Receber ou crer em Jesus realmente significa alguém render totalmente a sua vontade à vontade de Deus, fazer o que Deus quer que seja feito.
O Evangelho de João diz-nos: "Mas, a todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; aos que crêem no Seu nome” (1:12).
Na língua original a palavra "receber" significa "apropriar". Nós não O recebemos passivamente; apropriamo-nos activamente d’Ele como Filho de Deus unigénito, e do Seu dom gratuito da salvação.
Isso lembra-me Apocalipse 22:17: "… E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida." A palavra "tome" aqui é a mesma palavra grega que "receber" em João 1:12. Tomamos, ou apropriamos, Jesus Cristo e a Sua obra substitutiva pela fé.
Os súbditos de um grande rei terreno curvam-se e submetem-se à sua autoridade. Semelhantemente, não podemos receber o grande Rei dos reis nos nossos corações, sem curvarmos e submetermos o nosso intelecto, as nossas emoções, e as nossas vontades a Ele.
Bill Bright



