Desânimo no ministério
“Considerai pois Aquele que suportou tais contradições dos pecadores contra Si mesmo, para que não enfraqueçais, desfalecendo em vossos ânimos” (Hebreus 12:3). Caros amigos,
No seu testemunho de Cristo, nunca desanime a ponto de querer desistir e fazer outra coisa?
Do ponto de vista do mundo viver para Cristo não é sempre fascinante. Pode ser muito difícil.
No seu "Remember All the Way" (Lembra-te Todo o Caminho), William C. Townsend relatou a história de um evangelista que estava a enfrentar o desânimo e a crítica. Um dia ele disse a um colega, "Don Guillermo, vou desistir."
Guillermo respondeu: "Porque é que me apresenta a mim a sua resignação? Quando começou o seu serviço, disse que o Senhor Jesus Cristo o chamou para falar d’Ele aos outros. Penso que faria melhor apresentar a sua demissão Àquele que o chamou. Vamo-nos ajoelhar aqui, e diga-Lhe que vai desistir. Diga-Lhe a Ele o que me disse a mim, que é muito difícil, que muitas pessoas o criticam. Diga ao Senhor. Foi Ele que o enviou."
"Bem, eu hesito em fazer isso", respondeu o evangelista. "Receio que Ele me diga para eu continuar com o trabalho."
"Se é isso que Ele quer, não acha que será melhor prosseguir?"
"Sim, acho que devo!" Tomando nova coragem e recusando olhar para trás, o evangelista continuou com sua vocação.
Se alguma vez sentiu que as coisas estão a ficar muito difíceis para si, considere o apóstolo Paulo, que se não tivesse passado por tais coisas difíceis nunca poderíamos ouvir o Evangelho. Ele disse que em cinco ocasiões diferentes foi açoitado com 39 chicotadas. Ele contou: "Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um. Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo; em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos; em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, em frio e nudez" (2 Coríntios 11:24-27).
Porém Paulo continuou: "… De boa vontade pois me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte." (2 Cor. 12:9-10).
Isto não se aplica apenas ao trabalho Cristão. Onde quer que Deus nos colocou, aguentemos "para que … o poder de Cristo" possa operar através de nós.
Bill Bright



