Falar em demasia
“… o que dá ouvidos ao conselho é sábio” (Provérbios 12:15).
Caros amigos,
Por vezes, Deus pode fazer com que nos lembremos das nossas próprias faltas através das faltas de outras pessoas.
Há uma pessoa que a minha querida esposa, Vonette, e eu conhecemos há muitos anos, e que apesar de a amarmos e respeitarmos, sabemos que sempre que estamos juntos, monopoliza a conversa.
Com esta mulher, é tudo "eu, eu, eu," e "meu, meu, meu". Ela é, obviamente, uma pessoa muito sozinha e insegura. Por razões óbvias, as pessoas não são atraídas a estar com ela porque a sua insegurança motiva-a a falar, falar, falar, e nesse processo as pessoas sentem-se desconfortáveis. Ela não aprendeu a ouvir. Isso não é bom.
Mas por vezes eu surpreendo-me a proceder do mesmo modo. Na realidade, eu fico tão entusiasmado com o Senhor e o que Ele está a fazer através no ministério do Movimento Estudantil e outros ministérios em que estou muito interessado, que me torno propenso a falar demais. Às vezes a Vonette diz-me: "Falaste demasiado ao jantar", ou "Falaste demasiado naquela reunião." (Oh, como Deus usa as mulheres para falar-nos!) Muitas vezes eu acho necessário dizer-lhe: "Nós os dois precisamos de prestar atenção ao que dizemos, porque estamos tão cheios dos nossos assuntos, de Cristo e do que Ele está a fazer que queremos que todos nos ouçam, mas essa não é a melhor forma de comunicar." Portanto, pessoalmente não estou sem pecado, nem falta.
Não sejamos como o homem referido em Provérbios 18:2: "Um tolo não encontra prazer no entendimento, mas deleita-se em ventilar as suas próprias opiniões" (NVI).
Sejamos sempre bons ouvintes, porque o ouvir sincero é um acto de amor, sacrificando o nosso próprio desejo de falar para o benefício dos outros. E sempre que falarmos, tenhamos a certeza de que as nossas palavras glorificam o Senhor e edificam os outros, e não somos como as pessoas referidas em Judas 16: "Estes são murmuradores, queixosos da sua sorte, andando segundo as suas concupiscências, e cuja boca diz coisas mui arrogantes, admirando as pessoas por causa do interesse".
Bill Bright



