Um maltrapilho da rua
“… a vosso Pai agradou dar-vos o reino” (Lucas 12:32).
Caros amigos,
Consegue imaginar um humilde maltrapilho da rua ficar impressionantemente rico?
Conta-se a história de um homem muito rico, que teve compaixão de um maltrapilho da rua cujos pais tinham morrido. O rapaz estava sem teto.
O homem rico pediu aos seus servos que lhe trouxessem o rapaz, encardido de sujidade, para a sua casa apalaçada. Eles deram-lhe banho e cuidaram dele, e passado um tempo, o homem começou a amar tanto o rapaz como se este fosse seu próprio filho.
O homem rico acabou por amar tanto o garoto que o tornou herdeiro do seu património de modo a que tudo o que ele possuía um dia caísse nas suas mãos e se tornasse propriedade sua. Tudo isto aconteceu porque este homem benevolente e cheio de amor preocupou-se em adoptá-lo.
O rapazito não fez nada para merecer aquilo. Ele era simplesmente andrajoso. Mas por causa do grande amor do homem rico e como um dom gratuito, o maltrapilho da rua tornou-se rico.
Não é assim que faz o nosso Pai celestial? Nós somos menos do que maltrapilhos da rua em toda a grandiosidade e magnificência do universo. Eu gosto de dizer que em mim mesmo, não sou mais do que uma formiga num pontinho de um planeta, que por sua vez é um pontinho do sistema solar, que é um pontinho de uma galáxia (numa das mais de 100 mil milhões, de acordo com a descoberta do telescópio Hubble), na vastidão da criação.
Mas, surpreendentemente, apesar da nossa baixeza humana, o nosso Pai celestial, que é amor personificado, olhou para nós com o Seu grande coração compassivo, e enviou seguidamente o Seu filho para nos resgatar.
“… nos elegeu n’Ele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante d’Ele em amor; e nos predestinou para filhos de adopção por Jesus Cristo, para Si mesmo, segundo o beneplácito da Sua vontade" (Efésios 1:4-5).
Nós não somos apenas adoptados nesta família real, mas como o maltrapilho da rua, "somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com Ele padecemos, para que também com Ele sejamos glorificados " (Romanos 08:17).
A partilha dos Seus sofrimentos não significa que temos de sofrer numa uma cruz de madeira. Jesus fez isso de uma vez por todas e isso nunca mais tem de ser novamente feito. Mas como o Apóstolo Paulo, temos de morrer "cada dia" para o ego, para que Ele possa ser glorificado em nós (1 Coríntios 15:31).
Bill Bright



