Respigos sobre a alimentação dos 5.000

Carlos M. Oliveira

     Este é o único milagre de Jesus recordado nos chamados 4 Evangelhos, o que salienta a enorme importância do seu significado.

     Se respeitarmos a chamada lei da primeira menção, no estudo das Escrituras, vemos em Mateus (14: 13-22) a chave do seu ensino.

     O relato é

     - precedido pelo martírio de João (Vs. 1-12) - típico da rejeição de Cristo.

     - seguido pela Sua subida ao monte para orar (v. 23) - típica da presente posição do Senhor glorificado na presença de Deus, intercedendo por nós.

     - seguido, depois ainda, pelo temporal no mar e a Sua intervenção (vs. 24-33) – típico da intervenção de Cristo, na Sua vinda, a favor do Remanescente de Israel no fim da Grande Tribulação em que eles se debaterão com enormes dificuldades.

     - seguido, finalmente, pela cura de todos os enfermos e enfermidades, típico do que acontecerá quando o Senhor estabelecer o Seu reino na Terra, em que “… morador nenhum dirá: Enfermo estou; porque o povo que habitar nela será absolvido da sua iniquidade” (Isa. 33:24).

     Vemos, assim, que a alimentação situa-se, tipicamente, entre a rejeição de Cristo e a Sua vinda de novo em poder e glória à Terra, e por isso deve figurar a presente dispensação da graça de Deus. É mais o incidente em si, do que os seus detalhes, que é figurativo do presente período em que o mundo padece de uma fome que só Cristo pode satisfazer, à semelhança de outro grande tipo desta verdade no chamado Velho Testamento, a saber, José como Salvador do mundo, dispensando fartura de pão a um mundo que perecia de “fome gravíssima”.

     O que podemos aprender ali, além do que já expusemos, para nosso ensino? Entre muitas outras verdades, destacamos o seguinte:

     - O Senhor faz o que nós não podemos fazer, mas nunca faz o que nós podemos fazer (Vs. 19-21).

     - Devemos ser liberais no dar, pois nunca perdemos por isso. Os discípulos eram doze e sobraram “doze alcofas cheias” (v. 20).

     - Não devemos, como Filipe, ter os olhos no dinheiro (João 6:7), nem como André, ter os olhos na multidão (João 6:9), uma tentação recorrente em que muitos crentes caiem. Devemos ter os olhos apenas no Senhor Jesus Cristo.

     - Devemos olhar, não para os nossos recursos, mas para os Seus; olhar, não para as nossas impossibilidades, mas para Aquele para quem nenhuma impossibilidade existe. A primeira postura deprimir-nos-á; a segunda transmitir-nos-á confiança e ânimo. 

     - Devemos colocar o nosso pão à disposição do Senhor para alimentar a multidão faminta que nos cerca e não sermos egoístas passando o tempo todo a saciar-nos do “Pão da vida”, não o repartindo. O Senhor conta connosco para fazer chegar o Pão da vida ao mundo faminto que nos rodeia.

     - Devemos colocar nas Suas mãos o pouco que temos e confiar que Ele o multiplicará desmesuradamente; ter a confiança de que podemos saciar - “…estavam saciados …” - aqueles a quem ministramos e não, como Filipe, agir “para que cada um deles tome” simplesmente “um pouco”. 

- C.M.O.

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