Os pecados dantes cometidos
No Capítulo 3 da carta de Paulo aos Romanos ele declara que Deus apresentou Cristo como satisfação para o pecado do homem e que a redenção se obtém pela fé no “Seu sangue,” ou no Seu castigo pelo pecado no Calvário, inteiramente à parte das obras, religiosidade ou outra coisa qualquer (Rom. 3:21-26).
Porém nesta passagem ele declara que esta “remissão” diz respeito aos “pecados dantes cometidos” (Ver. 25). O que é que ele significa com isto? Alguns têm ensinado deste versículo que quando um pecador se volta para Deus para obtenção da salvação todos os seus pecados são perdoados até àquele momento e que agora que ele está salvo ele é a partir dali responsável por si mesmo. Todavia isto significaria que Deus estava a salvar os homens pela Sua graça apenas para os entregar de novo às suas próprias naturezas débeis e pecaminosas. Se fosse este o caso, o pecador convertido perder-se-ia de novo no mesmo dia, pois qual o crente que está completamente isento de pecado?
Paulo aqui, pelo contrário, olha para trás, para os séculos passados, e declara que nós agora sabemos e proclamamos que homens como Abel, Noé e Abraão, e também como Moisés, David e Daniel (que viveram debaixo da Lei) foram realmente salvos pela redenção realizada por Cristo, apesar da morte de Cristo nos seus dias ser ainda futura. Por outras palavras, Cristo morreu, não só pelos pecados que nós cometemos, como também pelos “pecados dantes cometidos.” Os crentes dos séculos passados simplesmente creram no que Deus lhes disse então, e Deus imputou-lhes isso como justiça (Gén. 15:6) tendo por base a futura punição de Cristo pelo pecado.
Nós temos a mesma verdade apresentada em Hebreus 9:15, onde nos é dito que a morte de Cristo beneficiou também a “remissão das transgressões que havia debaixo do primeiro testamento,” isto é, a Lei.
Quão abençoado vivermos num período em que o plano de Deus para a salvação foi plenamente revelado, e podermos olhar agora para o Senhor Jesus Cristo e exclamar com Paulo: “[Ele] me amou e Se entregou a Si mesmo por mim!” (Gál. 2:20).
Cornelius R. Stam



