O reino da graça
É admirável como Deus ainda continua a enviar as boas notícias da Sua graça a um mundo onde a Sua Palavra e vontade são cada vez mais desprezadas.A crescente iniquidade deste “presente século mau,” certamente que só enfatiza o verdadeiro carácter da graça, pois graça é a misericórdia e amor de Deus para com aqueles que não merecem (Ver Efé. 2:2-6).
É interessante observar que apesar dos quatro “Evangelhos” e dos Actos ocuparem duas vezes tanto espaço nas nossas Bíblias quanto as Epístolas de Paulo, a palavra “graça”, no entanto, no original, aparece 27 vezes nos “Evangelhos” e nos Actos, enquanto ocorre 107 vezes nas epístolas Paulinas: uma proporção de 27 para 214 a favor das epístolas Paulinas! Além disso, a doutrina da graça só é referida algumas vezes nos “Evangelhos” e nos Actos, enquanto nas Epístolas de Paulo quase todas as referências têm a ver com a doutrina do amor e favor de Deus para com pecadores indignos.
É verdade que “a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo,” mas ela não foi manifestada no Seu nascimento, ou mesmo durante a Sua vida terrena, pois Ele viveu e morreu debaixo da lei (Gál. 4:4,5). Do mesmo modo que “a Lei foi dada por Moisés,” não no seu nascimento, nem quando príncipe na corte de Faraó, nem ainda quando serviu com o seu sogro no deserto, nem mesmo quando voltou para libertar Israel do Egipto, mas anos mais tarde no Sinai, assim “a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo,” não no Seu nascimento, nem durante o Seu ministério terreno, nem até durante as Suas aparições na Sua ressurreição, mas depois da Sua ascensão ao céu, quando Ele entregou a sua dispensação a Paulo (Efé. 3:1-4).
Cornelius R. Stam



