O baptismo na água é um testemunho?
Suponhamos que você foi salvo, mas vive uma vida descuidada e dá um pobre testemunho perante o mundo. O baptismo na água mudaria alguma coisa? De que valeria?Mas suponha que foi salvo e vive uma vida piedosa, consistente diante do mundo. Será necessária uma confissão de água? De que valeria? Não receie responder a esta pergunta honestamente. Quantos "convertidos baptizados" há que não podem sequer transmitir uma palavra de testemunho do seu Senhor entre os perdidos!
Contudo, num certo sentido, o baptismo dos crentes com água nesta dispensação é um testemunho – um mau testemunho. Quando os crentes Gálatas se submeteram à circuncisão foi um mau testemunho (Gál. 5:2,3). A circuncisão, apesar de ser parte do “Evangelho da circuncisão” de Pedro não tinha lugar nenhum no “Evangelho da incircuncisão” confiado a Paulo (Gál. 2:7). E tão exactamente como a circuncisão estava relacionada com “o Evangelho da circuncisão” o baptismo na água estava relacionado com “o Evangelho do reino” (Ver Mat. 3:2,6; Mat. 10:5-7; cf. João 1:31; Mat. 28:19; Mar. 16:16; Luc. 24:47; Act. 2:36-38; Act. 3:19-21).
Nós declaramos solenemente que a presente prática do baptismo na água nos nossos dias é um desvio da graça de Deus e uma confissão de falta de apreciação da obra consumada de Cristo, e do facto de que o crente está completo (ou perfeito) n’Ele (Ver Efé. 1:6; Col. 2:10). Além disso, denuncia um pobre entendimento do carácter e posição celestiais da Igreja desta dispensação (Ver Efé. 2:6; Efé. 1:3; Col. 3:1-3).
Seja um Bereano. Analise as Escrituras e veja se estas coisas são assim.
Cornelius R. Stam



