Escolhendo comissões
Quão louco e errado é qualquer um de nós usar métodos “forçados,” como J. C. O’Hair os chamava, no apuramento da vontade de Deus para nós! Que direito temos nós de escolher um segmento ou segmentos particulares das instruções dadas pelo nosso Senhor aos onze nos quarenta dias que mediaram a sua ressurreição e ascensão, e aplicar somente esses a nós ou à Igreja de hoje?
Nada poderia ser mais claro do que o facto de o nosso Senhor “…depois de ter padecido, Se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias, e falando do que respeita ao reino de Deus” (Actos 1.3). Naqueles quarenta dias, então, uma pessoa, o nosso Senhor, falou a onze homens, e deu-lhes instruções relativamente ao programa que eles deveriam executar após a Sua ascensão. Em cada um dos casos é claro como a água cristalina que estes mandamentos não foram dirigidos a outros, que viveriam numa data futura, mas aos apóstolos, que deveriam começar a executá-los após a Sua partida, quando o Espírito Santo os dotasse de poder.
Isto é enfatizado pela fraseologia encontrada em todos os cinco registos da chamada “Grande Comissão”: Mat. 28:19: “Ide [vós],” Mar. 16.15: “Ide [vós],” Luc. 24:48: “Sois vós testemunhas,” João 20:21: “Também Eu vos envio a vós,” e Actos 1:8: “Ser-Me-eis [vós] sois testemunhas.” Que absurdo, então, argumentar, como tantos teólogos em apuros têm feito, que um ou mais segmentos da grande comissão são para ser executados por uma outra geração num tempo posterior!
Por que regra de hermenêutica ou lógica temos nós o direito de excluir da interpretação destes mandamentos as pessoas a quem o Senhor os deu, e se esta comissão é destinada à Igreja hoje, que autoridade temos nós para escolher a parte ou partes que devemos obedecer?
Cornelius R. Stam



