Tomando Deus à letra na Sua Palavra
Por causa de se falhar compreender os propósitos de Deus como se encontram resumidos nas Escrituras alguns têm sentido necessidade de alterar muitas das declarações claríssimas das Sagradas escrituras. Supondo que Deus não poderia querer dizer exactamente o que disse, têm concluído que estas coisas devem ser interpretadas num sentido “espiritual.”
Realmente não há nada de espiritual no falhar tomar Deus à letra na Sua Palavra, e procurar explicar e resolver dificuldades alterando arbitrariamente o que Ele disse claramente.
Primeiro, isto pode deixar-nos à mercê dos teólogos. Se as Escrituras não querem dizer o que dizem, quem é que tem autoridade para decidir o que elas significam? E como é que nos podemos voltar para a Palavra de Deus a fim de receber luz se ela não quer dizer o que diz, e se só teólogos treinados nos podem dizer o que ela significa?
Segundo, esta alteração das Escrituras afecta a veracidade de Deus. É um atentado à Sua própria honra. Se o significado natural e óbvio das promessas do Velho Testamento não é para nós confiarmos, como poderemos confiar em alguma promessa de Deus? Então, quando Ele diz: “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”, Ele também pode querer dizer algo diferente daquilo que Ele de facto diz.
Terceiro, esta “espiritualização” das Escrituras endossa a apostasia, pois permite que os homens alterem o significado da Palavra de Deus de acordo com a sua vontade.
A senda para uma verdadeira compreensão e gozo da Bíblia não está na sua alteração, mas no seu manejo correcto (2 Tim. 2:15).
Aqueles que têm recorrido à “espiritualização” das Escrituras proféticas porque não conseguem explicar a aparente cessação do seu cumprimento, encontrarão a solução para o seu problema reconhecendo o carácter único do apostolado e mensagem de Paulo. Reconheçam “o mistério” revelado por intermédio de Paulo e não terão necessidade de alterar a profecia.
Cornelius R. Stam



