Isto requereu coragem (II)

Cornelius R. Stam

     Ler Rom. 6:03: "Há demasiado nesta passagem para ter a sua preciosa verdade assim enfraquecida ... De uma coisa estou confiante - que se a palavra ‘sepultado’ tivesse ocorrido em relação a qualquer outra palavra que não o 'baptismo', não haveria  alguém ... que suspeitasse de algum modo que era ali referida água. Na verdade, quando se é persuadido de que nesta passagem é referida água, quando a matéria em que se diz ser sepultado é a morte, está-se, como eu já disse, para além da compreensão ... Que grande verdade é, assim, salientada nesta passagem. Quem a destruiria? E no entanto é muito eficazmente destruída no momento em que pensamos em água terrena como aquilo que é aqui falado ou referido - como sendo aquilo em que nos é dito para sermos sepultados." (Pp. 307-309).

     "Supor que ele [Paulo] estaria muito ansioso por derrubar um aspecto da lei cerimonial que tinha sido crido e implementado durante séculos (nomeadamente, a circuncisão) e, que em seguida ele se emprestaria à edificação de uma outra parte da mesma velha lei... é simplesmente ridículo. Não, Paulo aqui, como em outros lugares, ensinou muito enfaticamente que a alma humana estava "completa n’Ele" sem a intervenção de qualquer forma ou cerimónia de qualquer natureza que fosse, e repudiava totalmente qualquer forma. Cristo era para ele ‘santificação e redenção’, e também podemos dizer de facto, ‘Sim, tudo o que eu preciso, encontro n’Ele.’ Assim o Espírito Santo está representado nesta passagem, bem como em todas outras citadas, como aquilo que é indispensável. " (P. 325).

     Ler o "um só batismo" de Ef. 4:5: "Certamente que nesta passagem a água não é visada sob forma nenhuma. De facto, aqui ela encontra a sua morte inglória e eterna. Que não há senão ‘um só Senhor’ é a crença universalmente aceite ... Também somos todos propensos em endossar a segunda declaração, ‘uma só fé’. Mas se, de facto, há ‘um só batismo’, então a água como baptismo deve para sempre se depor e desaparecer ... Que não há senão um só Senhor é a fé da Cristandade; que não há senão uma só fé ordena prontamente o assentimento de todos; que não há senão um só baptismo é igualmente verdadeiro, independentemente se a concepção de alguns é a de que haja muitos. Um defende que o baptismo significa aspersão; outro, que significa derramamento, enquanto outro ainda assevera que nada a não ser a imersão pode, de qualquer maneira ser reconhecida como sendo o baptismo verdadeiro e genuíno. Outra ainda assegura com toda a certeza emanada de um juízo errado, que imergir três vezes para trás é o único modo verdadeiro e ordenado por Deus; e ainda outro é visto a insistir, com toda a força da ignorância, que três vezes para a frente é a única maneira certa de cumprir o que é inerente ao mandamento para se ser baptizado. Começamo-nos a interrogar se temos chegado ao fim de todo este disparate, e somos surpreendidos ao saber que tem de haver uma certa qualidade de água, ou seja, água corrente. Nós ainda não acabámos, pois alguns afirmam que o ‘lavar os pés uns aos outros’ é agora o grande mandamento da lei". (Pp. 326327).

     "... a alma tem o Pai, o Filho e o Espírito Santo – ‘o Espírito, e a água e o sangue,’-  os três grandes em um e um em três, a plenitude da divindade [Col. 2:9,10]. Isto é suficiente, ou nós ainda precisamos de um pouco de água da terra aplicada de alguma forma à nossa pessoa, para que a possamos olhar como uma coisa mais importante, em si, do que toda a graça de Deus purificadora e santificante? Que nós aqui não tenhamos que clamar com Paulo, face a tal concepção errada, ‘Ó insensatos Gálatas! quem vos fascinou?’"(P. 328).
(FIM)
CORNELIUS  R.  STAM
 

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