A disciplina na Igreja

Stuart E. McNair

 

     A necessidade de haver disciplina na Igreja local provém do facto da carnalidade não estar totalmente eliminada do crente, e, de no caso de não ser dominada pelo Espírito de Deus, ser capaz de manifestar-se no pecado.

     Parece que a única disciplina reconhecida em algumas igrejas é a excomunhão, que, deveras, deve ser o último recurso, por ser uma confissão que a disciplina fracassou e o mal não foi consertado.

     Vamos estudar a disciplina bíblica, desde a mais branda até a mais extrema, que, por suposto, nunca deve ser necessária no caso de um verdadeiro crente.

 

1) EXORTAR.

     "Exorta semelhantemente os mancebos a que sejam moderados”  (Tito 2:6 e outras Escrituras).

     Esta é a disciplina mais feliz, porque o seu estilo é estimular no bem, mais do que corrigir o mal.  É também a disciplina mais vantajosa na família, pois anima os filhos à diligência, ao altruísmo, à paciência, ao fazer o bem, em vez de somente reprovar os erros ou punir as travessuras.

 

2) ADVERTIR.

     "Como te roguei, quando parti para a Macedônia, que ficasses em Éfeso, para advertires a alguns, que não ensinem outra doutrina"(1 Tim. 1:3).

     Isto é, apontar as consequências de um procedimento errado, mesmo antes de qualquer mau passo ter sido tomado. Como é bom, por exemplo, advertir os jovens dos perigos da imoralidade para que não caiam nos piores pecados carnais.

 

3) ADMOESTAR.

     "Todavia não o tenhais como inimigo, mas admoestai-o como irmão" (II Tes. 3:15 etc).

     Admoestar é repreender serenamente a quem já caiu no erro.  Um crente deveras espiritual agradece a admoestação, mesmo que não seja feita com a devida calma.  Ele deseja corrigir-se e ser corrigido.

 

4) REPREENDER PUBLICAMENTE. 

     "Aos que pecarem, repreende-os na presença de todos, para que também os outros tenham temor" (I Tim. 5:20).

     Esse pode ser o procedimento bíblico em certos casos: “para que também os outros tenham temor.”  Uma tal repreensão pode ser dada com proveito somente por um irmão de bastante espiritualidade e de vida irrepreensível.  De outra forma pode degenerar numa contenda entre o acusado e o acusador.

 

5) APARTAI-VOS  DELES.

     "E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos [ou, apartai-vos] deles.(Romanos 16:17).

     Por exemplo, no caso de ser um crente leviano ou mundano, pode não ser bom companheiro para  um irmão piedoso.\

 

6) NÃO VOS MISTUREIS COM ELE, PARA QUE SE ENVERGONHE.

     " Mas, se alguém não obedecer à nossa palavra por esta carta, notai o tal, e não vos mistureis com ele, para que se envergonhe" (II Tess. 3:14).  

     Este parece ser um caso ainda mais grave, de alguém que recusa obedecer à Palavra.  Contudo aqui não se fala em excomunhão.  Há crentes (?) cujo testemunho é tão defeituoso que podemos associar-nos a eles somente na Ceia do Senhor, a comemoração da obra expiatória que fez expiação por todos os defeitos deles e nossos.  Não temos coragem de fraternizar com eles na vida social.

 

7º TIRAI-O DE ENTRE VÓS.

     "Mas Deus julga os que estão de fora. Tirai pois dentre vós a esse iníquo." (I Corintios 5:13).

     Quando um crente procede escandalosamente e é caracterizado pela iniquidade, fica excluído da igreja até arrepender-se e ser restaurado à comunhão.

     O valor da disciplina na igreja local é na cooperação dos crentes em estimular a vida espiritual uns dos outros. Seu propósito é sempre a restauração espiritual do irmão errado.
 

Stuart E. McNair
Biblioteca Evangélica
Abril de 1950
NOTA:

     Stuart E. McNair, contemporâneo de John Nelson Darby com quem aprendeu as sagradas letras, Evan Roberts com quem orou e percebeu que deveria ir para Coimbra em 1907, Henry Maxwell Wright e Charles H. Mackintosh que com ele orou aquando da sua ida para o Brasil. Esteve primeiro 5 anos em casa de Ricardo e Catarina Holden em Lisboa e 3 anos em Coimbra a evangelizar os estudantes e arredores, chegando a ter uma casinha alugada em Aveiro. Privou ainda com George Howes e José Ilídio Freire.

     No Brasil organizou escolas bíblicas noturnas, ministrou aulas de música, fez o nosso hinário Hinos e Cânticos, montou uma tipografia e fundou uma casa Editora, publicou o Boletim Evangélico, um Dicionário Bíblico, um Comentário Bíblico (A Bíblia Explicada), era erudito nas línguas Hebraica e Grega e ainda fundou cerca de 400 assembleias.
 

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