A "BÍBLIA para todos" (também para os deputados da nação) - presente envenenado?
A "Bíblia para todos" foi ontem (17 NOV 10) entregue ao Presidente da Assembleia da República. Todos os deputados tiveram também direito a um destes exemplares.
Colocar a Bíblia nas mãos de qualquer mortal é o melhor presente (e futuro) que se lhe pode oferecer. Colocar a Bíblia nas mãos dos deputados da nação é maravilhoso.
Porém há uma questão que importa aqui levantar. Terão sido mesmo oferecidos exemplares da Bíblia aos deputados da nação?
Sabia que a chamada "BÍBLIA para todos" é uma obra ecuménica feita por Católicos e Protestantes, uma Bíblia ecuménica?
Sabia que há duas edições desta Bíblia?
EDIÇÃO COMUM - Com uma diversidade de tamanhos, formatos e conteúdos adicionais, esta edição contém os livros comuns (66) às várias tradições cristãs: protestante e ortodoxa. Esta edição foi pensada sobretudo para os públicos protestantes.
e
EDIÇÃO INTERCONFESSIONAL - Esta edição terá várias capas e tamanhos, incluirá capítulos, versículos, notas, glossário, mapas, etc. e CONTÉM OS LIVROS DEUTEROCANÓNICOS (LEIA-SE: APÓCRIFOS) usados pela Igreja Católica. Esta edição foi pensada sobretudo para os públicos católicos.
Qual delas foi oferecida aos deputados?
A edição Interconfessional é tão fraudulenta quanto a Tradução do Novo Mundo das Sagradas Escrituras usada pela chamadas Testemunhas de Jeová. Se esta tem trechos removidos do texto sagrado, aquela tem trechos acrescentados ao mesmo.
Deus diz várias vezes para não se acrescentar ou retirar nada da Bíblia. Deut. 4:2 é o primeiro texto que nos adverte a não acrescentar nem retirar nada da Palavra de Deus. "Não acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do SENHOR vosso Deus, que eu vos mando.” Deut. 12:32 coloca novamente esta verdade: “Tudo o que eu te ordeno, observarás para fazer; nada lhe acrescentarás nem diminuirás.” (Deut. 12:32 ACF) O homem sábio de Prov. 30:6 adverte: “Nada acrescentes às suas palavras, para que não te repreenda e sejas achado mentiroso.” (Prov. 30:6 ACF) A comissão de Deus para Jeremias no capítulo 26:2 é: “... dize ... todas as palavras que te mandei que lhes dissesses; não omitas nenhuma palavra.” (Jer. 26:2 ACF) Apocalipse 22:18,19 “Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, e da cidade santa, que estão escritas neste livro.”
Os Católicos acrescentaram à Bíblia – colocando nela os chamados livros apócrifos (Tobias, Judite, I e II Macabeus, Sabedoria de Salomão, Eclesiástico (também chamado Sirácide ou Ben Sirá), Baruc (ou Baruque) e também as adições em Ester e em Daniel - nomeadamente os episódios da História de Susana e de Bel e o dragão.
As chamadas Testemunhas de Jeová retiraram às Escrituras uma série de versículos e alteraram muitos outros.
Como é que crentes professos podem embarcar num empreendimento destes? Como podem distribuir simultaneamente verdade e erro, espalhar luz e trevas?
2 Coríntios 6 deveria ter sido tomado em conta pelos crentes professos, e portanto estes nem sequer deveriam ter-se sentado à mesma mesa com infiíeis idólatras para fazer a obra do Senhor:
"Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei: e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo (2 Cor. 6:14-16).
Porque haverá crentes professos que se metem por estes caminhos biblicamente ínvios e interditados? Será que o fazem, pensando que associando-se aos Católicos constituem maior número e por conseguinte granjeiam mais poder para conseguir os seus objectivos? Alguns já nos apresentaram tal justificação! Deveriam todos reler a história da experiência de Gideão para aprenderem que o êxito da força não está na força dos números. "Muito povo" pode ser dificuldade e não facilidade, entrave e não viabilidade.Trinta e dois mil (32.000) eram demasiados. Trezentos (300) foram suficientes. "E disse o Senhor a Gideão: Com estes trezentos homens que lamberam as águas vos livrarei ..." (Juí. 7:7). É confortante e importante saber que a força está no Senhor e não em quantidades - "vos livrarei;" "Posso todas as coisas n'Aquele que me fortalece" (Fil. 4:13). E é indispensável saber que o Senhor só estará connosco se obedecermos à Sua Palavra (Jos. 1:5-9).
Seria bom que as pessoas, antes de aplaudirem este acontecimento, como temos visto fazer amplamente, soubessem com rigor o que está em causa e deixassem de correr com os olhos fechados para os braços da Grande Prostituta referida em Apoc. 17-19 - o culminar do movimento ecuménico.
Será que não há quem levante a voz para dizer que o rei vai nu? Estão todos a tosquenejar?
"Pelo que diz: Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá" (Efé. 5:14).
C.M.O.
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