O VERDADEIRO AMOR

 

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     (O verdadeiro amor está unido à verdade das Escrituras)

     Amor, amor, amor. Este assunto está a tornar-se cada vez mais proeminente nos escritos e pregações neo-evangélicas e este escritor está a ficar farto.

     Porquê? Porque uma vasta porção do “amor” neo-evangélico não é bíblico e é fictício – o mais distante do verdadeiro amor.

     Não é o amor que impele uma mãe a enfrentar um animal feroz para proteger o seu bebé, ou um pai a arriscar quase a morte certa para salvar o seu filho de um edifício a arder. Não foi o amor que levou Paulo a “avisar” os crentes de Éfeso “noite e dia”, “com lágrimas”, durante “três anos”, contra os perigos da apostasia. Não foi o amor que levou Paulo a batalhar contra os Judaizantes em Antioquia e Jerusalém, “para que a verdade do Evangelho pudesse continuar com (os crentes Gentios)”. Não foi o amor que o constrangeu a escrever cartas violentas de reprovação aos Coríntios e Gálatas para salvá-los, se possível, da permissividade por um lado e do legalismo por outro. Não é o amor que leva os verdadeiros líderes Cristãos a obedecer à solene responsabilidade:

     “Prega a palavra, insta a tempo e fora de tempo, redargua, repreende, exorta, com toda a longanimidade e doutrina” (2 Timóteo 4:2,3).

     Não, o “amor” que é tão proeminente no neo-evangelicalismo não é mais do que tolerância, muitas vezes para propósitos egoístas, tão evidentes no humanismo dos nossos dias. É um falso amor que diminui a importância da Palavra de Deus e a glória de Cristo, ignorando a militância moral e espiritual do Seu povo, a fim de que todos “se unam”, mesmo apesar de moral e doutrinalmente estarem confusos. É um “amor” que diz: não sejas demasiado específico quanto ás doutrinas da Bíblia, pois isso só causa divisão. É um “amor” que tolera a permissividade e a apostasia, mas não pode tolerar homens de Deus com convicções, pois eles também são propensos a causar divisões. Tolera irresponsabilidades morais e doutrinais, dando ouvidos ao velho clamor: “Dizei-nos coisas aprazíveis” (Isaías 30:10). Na verdade, os neo-evangélicos evitam o negativismo e enfatizam o positivismo, uma vez que, acima de tudo, querem que as suas igrejas e organizações naveguem suave e aprazivelmente, e que a maior de todas as ofensas apenas faça “baloiçar o barco”.

     
Mas isto não é verdadeiro amor; é o amor egoísta tantas vezes encontrado no humanismo. A nossa igreja, a nossa organização, tem de crescer financeiramente, em número e em influência. Isto é de importância primária. A Palavra de Deus pode ser discutida de um modo superficial, mas quando de alguma forma condenar algum dos nossos ensinos e práticas mudemos rapidamente para outro assunto, para que não agitemos as águas na nossa congregação ou organização pacífica. Desfrutemos tanto de “amor” como “paz” a qualquer preço.

     Lembremo-nos bem das mesmas táticas satânicas, quando apareceram no modernismo de há quarenta anos. Lembramo-nos bem de como exortavam os “Cristãos” a amarem-se uns aos outros de forma a que todos pudessem saber que “somos irmãos”! Ainda nos recordamos bem como o Dr. Massee, o líder modernista de Brooklin, invocou um prazo de um ano para que fundamentalistas e modernistas pudessem unir-se e “ganhassem almas para Cristo” de um modo elevado! Os neo-evangélicos agora estão praticamente a fazer a mesma coisa, e a sua chamada insistente para o “amor Cristão” o que, na realidade, significa é: “Não nos critiquem por tentarmos fazer coisas grandes”.

     Não, isto não é verdadeiro amor. Deus, que “É amor”, não é o seu centro, mas o homem, os seus esforços e as suas organizações.

     Que Deus convença o Seu povo nestes dias, em que Satanás está a ter sucesso na falsificação da verdade de Deus, e nós manifestemos o verdadeiro amor que encheu o coração de Cristo e do Seu servo, Paulo.

     Para terminarmos, notemos algumas das coisas que Deus diz acerca do verdadeiro amor Cristão.

     “O amor seja NÃO FINGIDO, ABORRECEI O MAL E APEGAI-VOS AO BEM” (Romanos 12:9).

     “Paz seja com os iirmãos, e amor COM FÉ 1 …” (Efésios 6:23).

     “E peço isto: que o vosso amor abunde mais e mais EM CONHECIMENTO E EM TODO O CONHECIMENTO,
“PARA QUE APROVEIS AS COISAS EXCELENTES, PARA QUE SEJAIS SINCEROS E SEM ESCÂNDALO ALGUM ATÉ AO DA DE CRISTO” (Filipenses 1:9,10).

     “Mas nós, que somos do dia, SEJAMOS SÓBRIOS, VESTINDO-NOS DA COURAÇA DA FÉ 1 E DO AMOR …” (1 Tessalonicenses 5:8).

“Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação.
“PORTANTO NÃO TE ENVERGONHES DO TESTEMUNHO DE NOSSO SENHOR, nem de mim, que sou prisioneiro seu; antes participa das aflições do evangelho segundo o poder de Deus” (2 Timóteo 1:7,8).

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1
Corpo de doutrina (Paulo não conhecia amor fraternal SEM FÉ).

- C. R. Stam

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