Seres inteligentes no Espaço (VI)

O nosso ministério aos anjos
Não são apenas os anjos que têm um ministério para connosco; nós temos um ministério para com eles também.
Os anjos nem são omniscientes, nem estão impossibilitados de aprender. Como nós, eles aprendem e acumulam conhecimento.
Numa referência ao programa profético em 1 Pedro 1:10-12, o apóstolo afirma “as quais coisas os anjos desejam bem atentar.”
Da mesma forma o Apóstolo Paulo declara que “o mistério” foi agora revelado a nós:
“Para que agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nos céus, Segundo o eterno propósito que fez em Cristo Jesus nosso Senhor” (Ef 3:10,11).
O mistério proclamado por Paulo diz respeito às riquezas da graça que flui do Calvário (Ef 3:1-3). O nosso Senhor revelou-lhe a gloriosa suficiência da Sua obra consumada e como através da Cruz o mais vil dos pecadores pode receber “a redenção pelo Seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da Sua graça” (Ef 1:7), pode ser “justificado gratuitamente pela Sua graça” (Rm 3:24), “[reconciliado] com Deus em um corpo”, “batizado em Jesus Cristo” (Rm 6:3), ressuscitado e assentado nos lugares celestiais, em Cristo Jesus (ef 2:4-6), abençoado “com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo" (Ef 1:3) e pode aguardar “os séculos vindouros”, quando Deus irá mostrar “as abundantes riquezas da Sua graça pela Sua benignidade para connosco em Cristo Jesus"(Ef 2:7).
Imagine o efeito que a proclamação clara desta mensagem tem nos anjos, bons ou maus!
Pense no efeito que esta mensagem gloriosa terá sobre Satanás e as suas hostes. Ele tentou repetidamente destruir o Messias prometido. No Antigo Testamento ele procurou destruir a semente, a linhagem da qual Jesus Cristo haveria de nascer. Quando o Senhor finalmente apareceu na Terra, Satanás tentou de novo todas as maneiras para O destruir, da espada ao apedrejamento, ao afogamento, entre outros. Quando nenhuma funcionou, “Entrou, porém, Satanás em Judas”(Lc 22:3) e Judas traiu Jesus, entregando-o aos sacerdotes, que finalmente O crucificaram.
Quase se pode imaginar a alegria dos principados e potestades maléficos quando o Senhor finalmente entregou o Seu espírito. Eles tinham vencido! Cristo estava morto!
Deve ter sido um grande choque para eles quando três dias depois, Cristo ressuscitou dos mortos, mas isto não era nada comparado com o choque que estava para vir.
Da Sua glória celestial, o Senhor salvou o “principal dos pecadores”, e revelou-lhe que a crucificação tinha sido necessária, não apenas para cumprimento das profecias, mas para o desenrolar de um propósito escondido que “desde tempos eternos esteve oculto”.
Todas as riquezas do propósito e graça de Deus estavam centradas no Calvário! O Calvário era o centro do Seu grande plano!
Quando isto foi proclamado, Satanás pode bem ter exclamado: “Isso não! Deus planeou que Cristo fosse crucificado!” E enquanto nós repetimos esta gloriosa mensagem, os anjos decaídos preveem a sua desgraça, pois em toda a longa carreira de engano de Satanás, a sua obra-prima foi quando ele se enganou a si próprio ao fazer com que Jesus fosse crucificado! Como é verdade a Palavra de Deus: “Ele apanha os sábios na sua própria astúcia” (1Co 3:19).
Sim, a cruz foi a ruína de Satanás e dos seus anjos. Foi a perda de todos os seus direitos, assegurou a sua derradeira destruição, e provou o poder e o direito do nosso Senhor para reinar. Nunca é enfatizar demais que “pela morte” Cristo derrotou Satanás e as suas hostes.
“E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo.” (Cl 2:15) E esta maravilhosa verdade foi manifestada ao Apóstolo Paulo e por seu intermédio.
Mas pensemos no que a proclamação do mistério deve significar para os anjos santos!
Se eles se regozijaram, como certamente aconteceu, com o Seu nascimento, o que terão pensado ao ver o Senhor odiado, julgado, e finalmente crucificado pelo malvado Homem? Como deverão ter ficado preocupados ao vê-l’O orar “Meu Pai, se é possível, passa de mim este cálice”, e angustiados ao ouvi-l’O clamar: “Deus meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?” E o que terão eles pensado quando Ele morreu e Deus fechou os céus em escuridão por três horas?
Mas se depois eles se regozijaram quando Ele ressuscitou. Qual não terá sido a sua alegria à medida que se iam apercebendo que a cruz estava no centro do propósito eterno de Deus para derrotar Satanás e glorificar o Seu Filho!
Será que agora todos os anjos conhecem todo o mistério? Não, pois temos visto que eles não são omniscientes, tal como nós não somos. Eles aprendem – tal como nós – e parcialmente através de nós. Portanto temos também responsabilidades nesta matéria, pois devemos claramente proclamar o propósito de Deus em Cristo, para que os anjos decaídos tremam e os santos anjos rejubilem.
Os crentes têm ignorado as hostes angélicas por demasiado tempo, mas Deus não poderia ter sido mais claro ao declarar o Seu propósito de nos revelar “o mistério”.
“Para que agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nos céus” (Ef. 3:10)
- Cornelius R. Stam
(FIM)
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