Milagres (1)
Tenho a certeza que já tem ouvido expressões como as seguintes, depois de uma experiência ou acontecimento fora do vulgar: «Que milagre!» «Foi um milagre ele ter sido recuperado tão depressa!» «Foi um milagre ela não ter saído mais maltratada daquele acidente!»
Porém pergunto, esses eventos seriam milagres reais, autênticos? Haveria realmente intervenção sobrenatural Ou meramente pensamos que foram milagres por terem sido eventos espantosos ? Estas questões são válidas e dignas da nossa consideração. Note que muita incompreensão e desacordo reina sobre o tema — milagres. Muitos cientistas, por exemplo, negam concludentemente a possibilidade de haver milagres. Alegam que é tudo governado de acordo com leis naturais estritas que nunca são violadas. Por isso não crêem em milagres.
Nos círculos religiosos também existem pontos de vista diferentes, no que diz respeito ao miraculoso. Alguns cristãos julgam que os milagres são ocorrências diárias ordinárias. Falar-lhe-ão até de ocasiões quando estavam em necessidade desesperada de dinheiro e receberam os seus retroactivos num determinado dia, ou de alguém acidentado cuja vida foi salva porque «aconteceu» um médico ter-lhe prestado assistência médica.
Muitos outros, contudo, não crêem que tais eventos possam ser denominados de miraculosos. Hesitam em rotular de milagre a cura ou o escape tangencial de um acidente. Insistem que ocorrências tais como esta podem ser explicadas em termos naturais correntes.
Por conseguinte, neste artigo consideraremos cuidadosamente o tema milagres. Consultemos a Bíblia, a Palavra de Deus para o homem, como nossa autoridade para este assunto importante, vendo o que ele diz acerca de três questões básicas: (l) O que é exactamente um milagre ? (2) A crença em milagres é acientífíca? (3) Hoje em dia existem operadores de milagres genuínos?
DEFINIÇÃO DE MILAGRES
Antes de prosseguirmos com as nossas considerações será importante para nós, respondermos à questão, «O que é exactamente um milagre?». Eis a minha definição: milagre é um acto sobrenatural que produz estupefacção, assombro e espanto. Note bem que a minha definição inclui dois elementos — o sobrenatural e uma reacção de estupefacção e espanto da parte das testemunhas.
Quando uso a palavra «sobrenatural», refiro-me à causa dos milagres. Eles têm origem fora do nosso mundo natural. Na Bíblia, a palavra grega «dunamos», que significa «poder», é usada muitas vezes para se referir a milagres. Um milagre envolve a operação de poderes mais elevados dentro do reino do nosso mundo natural. Se não pudermos estar cercos da intervenção sobrenatural num dado evento, não o poderemos denominar de miraculoso.
O segundo elemento num milagre consiste numa réplica de espanto e estupefacção da parte daqueles que testemunham o evento. A palavra grega «teras», traduzida por «maravilha», é muitas vezes usada no Novo Testamento para descrever a reacção humana perante ocorrências sobrenaturais. Sim, como defini-mos, milagre é (l) um acto sobrenatural, e (2) produz espanto e estupefacção. A menos que os dois elementos estejam envolvidos, não temos milagre.
Podemos por conseguinte concluir que, hoje em dia, o termo «milagre» está a ser mal empregue por muitas pessoas que foram engolfadas por uma experiência ou algo que escreveram, e devido a isso referem-se a ela(e) como tendo sido miraculosa(o). Porém pode não haver qualquer evidência de que um poder mais elevado fosse factor determinante no incidente.
O nascimento de um bebé, por exemplo, é um evento maravilhoso e inspirador que infunde respeito. Contudo, pela nossa definição, dificilmente poderia ser chamado milagre, porque se processa por meios meramente naturais. Depois, também ouvimos falar ocasionalmente acerca de uma pessoa que saiu ilesa de um acidente. Ao alguém olhar para o carro sinistrado diz: «Foi um milagre o condutor ter escapado!», quando na realidade, o ângulo de impacto, ou o efeito do cinto de segurança, é que o pode ter salvo de consequências funestas. Portanto, não se deveria aplicar a nossa definição de milagre, pois não poderíamos provar que ele escapou sobrenaturalmente.
O mesmo poderia ser dito acerca de uma pessoa que estivesse às portas da morte com alguma doença terrível, que finalmente, porém, começasse a recuperar e eventualmente pudesse deixar o hospital. Os medicamentos, as drogas e os processos de cura natural do corpo, é que se tornaram efectivos na restauração da saúde. Por isso é errado chamar a isso um milagre. Nós deveríamos dar graças a Deus, porque no fundo, toda a cura vem d'Ele. Ele fez os nossos corpos e instituiu as leis naturais que contribuem para os curar. Ele poderia mesmo operar dum modo especial em resposta às nossas orações. Porém, porque o restabelecimento se processa gradualmente, não podemos apresentar qualquer evidência de que Ele interveio dum modo sobrenatural. Por conseguinte, não deveríamos chamar-lhe uma ocorrência milagrosa.
«Bem, então», perguntará alguém, «o que é que nos leva a reconhecer como milagre, uma cura ou recuperação?» Eis a minha resposta: Se uma pessoa ganhasse instantaneamente o peso que perdera, perdesse todos os sinais de doença que contraíra, ou readquirisse uma perna amputada e saísse do hospital plena de saúde, poder-se-ia usar com segurança a palavra «milagre». A intervenção do sobrenatural seria inegável. E nós encher-nos-íamos de espanto e estupefacção, ao termos conhecimento de que um poder maior que a lei natural operara. Meu amigo, se nunca viu algo semelhante a isto, nunca testemunhou um verdadeiro milagre.
Certamente que não estou a questionar o poder de Deus para a realização de tais milagres nos nossos dias. Contudo estou convencido de que não devemos usar a palavra «milagre» de qualquer maneira e de que devemos estar em guarda contra a simples aceitação de veracidade no tocante aos relatos resplandecentes dos chamados operadores de milagres.
Nos círculos religiosos também existem pontos de vista diferentes, no que diz respeito ao miraculoso. Alguns cristãos julgam que os milagres são ocorrências diárias ordinárias. Falar-lhe-ão até de ocasiões quando estavam em necessidade desesperada de dinheiro e receberam os seus retroactivos num determinado dia, ou de alguém acidentado cuja vida foi salva porque «aconteceu» um médico ter-lhe prestado assistência médica.
Muitos outros, contudo, não crêem que tais eventos possam ser denominados de miraculosos. Hesitam em rotular de milagre a cura ou o escape tangencial de um acidente. Insistem que ocorrências tais como esta podem ser explicadas em termos naturais correntes.
Por conseguinte, neste artigo consideraremos cuidadosamente o tema milagres. Consultemos a Bíblia, a Palavra de Deus para o homem, como nossa autoridade para este assunto importante, vendo o que ele diz acerca de três questões básicas: (l) O que é exactamente um milagre ? (2) A crença em milagres é acientífíca? (3) Hoje em dia existem operadores de milagres genuínos?
DEFINIÇÃO DE MILAGRES
Antes de prosseguirmos com as nossas considerações será importante para nós, respondermos à questão, «O que é exactamente um milagre?». Eis a minha definição: milagre é um acto sobrenatural que produz estupefacção, assombro e espanto. Note bem que a minha definição inclui dois elementos — o sobrenatural e uma reacção de estupefacção e espanto da parte das testemunhas.
Quando uso a palavra «sobrenatural», refiro-me à causa dos milagres. Eles têm origem fora do nosso mundo natural. Na Bíblia, a palavra grega «dunamos», que significa «poder», é usada muitas vezes para se referir a milagres. Um milagre envolve a operação de poderes mais elevados dentro do reino do nosso mundo natural. Se não pudermos estar cercos da intervenção sobrenatural num dado evento, não o poderemos denominar de miraculoso.
O segundo elemento num milagre consiste numa réplica de espanto e estupefacção da parte daqueles que testemunham o evento. A palavra grega «teras», traduzida por «maravilha», é muitas vezes usada no Novo Testamento para descrever a reacção humana perante ocorrências sobrenaturais. Sim, como defini-mos, milagre é (l) um acto sobrenatural, e (2) produz espanto e estupefacção. A menos que os dois elementos estejam envolvidos, não temos milagre.
Podemos por conseguinte concluir que, hoje em dia, o termo «milagre» está a ser mal empregue por muitas pessoas que foram engolfadas por uma experiência ou algo que escreveram, e devido a isso referem-se a ela(e) como tendo sido miraculosa(o). Porém pode não haver qualquer evidência de que um poder mais elevado fosse factor determinante no incidente.
O nascimento de um bebé, por exemplo, é um evento maravilhoso e inspirador que infunde respeito. Contudo, pela nossa definição, dificilmente poderia ser chamado milagre, porque se processa por meios meramente naturais. Depois, também ouvimos falar ocasionalmente acerca de uma pessoa que saiu ilesa de um acidente. Ao alguém olhar para o carro sinistrado diz: «Foi um milagre o condutor ter escapado!», quando na realidade, o ângulo de impacto, ou o efeito do cinto de segurança, é que o pode ter salvo de consequências funestas. Portanto, não se deveria aplicar a nossa definição de milagre, pois não poderíamos provar que ele escapou sobrenaturalmente.
O mesmo poderia ser dito acerca de uma pessoa que estivesse às portas da morte com alguma doença terrível, que finalmente, porém, começasse a recuperar e eventualmente pudesse deixar o hospital. Os medicamentos, as drogas e os processos de cura natural do corpo, é que se tornaram efectivos na restauração da saúde. Por isso é errado chamar a isso um milagre. Nós deveríamos dar graças a Deus, porque no fundo, toda a cura vem d'Ele. Ele fez os nossos corpos e instituiu as leis naturais que contribuem para os curar. Ele poderia mesmo operar dum modo especial em resposta às nossas orações. Porém, porque o restabelecimento se processa gradualmente, não podemos apresentar qualquer evidência de que Ele interveio dum modo sobrenatural. Por conseguinte, não deveríamos chamar-lhe uma ocorrência milagrosa.
«Bem, então», perguntará alguém, «o que é que nos leva a reconhecer como milagre, uma cura ou recuperação?» Eis a minha resposta: Se uma pessoa ganhasse instantaneamente o peso que perdera, perdesse todos os sinais de doença que contraíra, ou readquirisse uma perna amputada e saísse do hospital plena de saúde, poder-se-ia usar com segurança a palavra «milagre». A intervenção do sobrenatural seria inegável. E nós encher-nos-íamos de espanto e estupefacção, ao termos conhecimento de que um poder maior que a lei natural operara. Meu amigo, se nunca viu algo semelhante a isto, nunca testemunhou um verdadeiro milagre.
Certamente que não estou a questionar o poder de Deus para a realização de tais milagres nos nossos dias. Contudo estou convencido de que não devemos usar a palavra «milagre» de qualquer maneira e de que devemos estar em guarda contra a simples aceitação de veracidade no tocante aos relatos resplandecentes dos chamados operadores de milagres.
Richard W. De Haan



