Milagres (2)
A CRENÇA EM MILAGRES É ACIENTÍFICA?Algumas pessoas instruídas zombam dos relatos bíblicos a respeito de milagres, declarando que são cientificamente impossíveis. Dizem que uma análise cuidadosa revelará que os milagres nunca na realidade aconteceram, excepto nas mentes das pessoas ignorantes e ingénuas; que o nosso universo é um sistema existente completamente fechado em si mesmo, e que, por sua vez, os milagres representam violações das leis naturais que tornariam impossível todo o progresso científico. Tão brevemente quanto possível, gostaria de mostrar porque é que os seus argumentos não são convincentes.
Primeiro de tudo, apregoa-se que as pessoas dos tempos bíblicos eram supersticiosas e ignorantes, e por conseguinte facilmente enganadas por aquilo que parecia ser um milagre. Porém, se parar para pensar, verá que o argumento não possui qualquer validade. Considere o caso de José, o pai adoptivo de nosso Senhor. Permitiria por um momento sequer, que alguém tentasse dizer-lhe que ele acreditava no anúncio do anjo acerca da gravidez de Maria, porque não tinha conhecimento que os bebés tinham pais? Decerto que não permitiria! Na realidade, o registo declara que ele planeou quebrar o seu compromisso com Maria porque suspeitava que ela lhe tinha sido infiel.
Lembre-se que os antigos não eram estúpidos. Eles sabiam que uma pessoa não podia andar normalmente sobre a água, e que era impossível alimentar cinco mil pessoas com cinco pães e dois peixes. Quando eles viam os milagres ficavam estupefactos — do mesmo modo que nós ficaríamos com todo o conhecimento que possuímos, se víssemos um braço mirrado tornar-se repentinamente são, ou um morto voltar novamente a viver e levantar-se dum caixão. Assim, ainda que as pessoas dos dias bíblicos não estivessem tão avançadas na tecnologia como nós estamos, para elas não era mais fácil crer em milagres do que seria para nós hoje.
A segunda razão que os incrédulos dão para rejeitarem os milagres da Bíblia, reside no rasto do universo ser um sistema fechado que veio à existência por si mesmo e que opera por suas próprias leis. Muitos cientistas e teólogos liberais apologistas dessa crença são por conseguinte mais dogmáticos ao afirmarem que é disparatado o pensamento de que um Deus pessoa! — um Ser fora da esfera do nosso universo — pudesse interferir ou sobrepor-se às nossas leis naturais. Porém, espere um momento! Se isso fosse verídico, então a conclusão lógica dos naturalistas teria de ser como C. S. Lewis salienta, a saber, que nós somos nada mais do que uma grande máquina, que podemos chamar natureza. O pensamento e a vontade são meramente os movimentos dos átomos no interior do cérebro humano. Tudo o que ocorre tem sido predeterminado por leis naturais estabelecidas e invioláveis.
Porém, a verdade é que mesmo que um cientista se firme nesta teoria, não pode contudo viver por ela. Ele exercita a sua vontade diariamente ao tomar decisões e ao formar juízos morais na base de emoções várias. Ele não vive por conseguinte pelo que clama crer, e o seu argumento contra os milagres não é nada consistente com a sua prática ou conduta.
A terceira razão que alguns dão para negar a possibilidade científica dos milagres, reside no facto de que, uma vez que são violações das leis naturais, todo o progresso científico se torna impossível. Contudo, nós que cremos nos milagres segundo a Bíblia, contestamos que eles tivessem sido violações das leis naturais de Deus. Pelo contrário, eles foram o resultado da operação de um poder mais elevado que os superou. Um avião, por exemplo, é tema para a lei da gravidade. Porém os seus motores fazem actuar a lei da aerodinâmica, e voa. Isto não significa que a gravidade tenha desaparecido. Ela continua a actuar. Contudo foi superada. Nos milagres bíblicos Deus superou as leis da natureza que Ele próprio criou.
Nós concordamos que para que o mundo funcione, como acontece, as suas leis devem ser uniformes e consistentes. Um poder exterior que as dilacerasse lançaria tudo no caos. Por exemplo, as ondas electromagnéticas têm uma norma definida e consistente. De facto, é isto que o capacita a si sintonizar a mesma estação de rádio ou canal de TV semana após semana. Se alguma força exterior estivesse continuamente a interferir as leis que governam a transmissão desses sinais da rádio e da TV, nunca obteria o que esperava obter, quando tentasse sintonizar o seu aparelho.
Contudo, a ocorrência de milagres ao longo da história tem sido bastante rara. Referindo-me de novo a C. S. Lewis, permita-me citar uma observação do seu livro intitulado «MIRACLES» (MILAGRES). Ele afirmou: «Deus não opera milagres na natureza por acaso... Eles aparecem em grandes ocasiões; são encontrados nos grandes gânglios da história — não da história social ou política, mas da história espiritual, que não pode ser conhecida na sua plenitude pelos homens».
Deus não efectua milagres com tal frequência que impossibilite o estudo científico das leis naturais. Nós podemos confiar em coisas que são as mesmas dia após dia, semana após semana, ano após ano. Se não fossem, com certeza que hesitaria antes de tomar o meu próximo voo de avião! E os Cristãos inteligentes estão bem cientes no que diz respeito à constância das leis naturais. Não vêem todo o acontecimento novo como sendo miraculoso, nem esperam que ocorram milagres nas pequenas coisas de cada dia.
Para mais provar ainda, um Cristão que adoeça espera curar-se por meio da operação das leis naturais. Ele vai ao médico, segue as suas recomendações, e não exige que o processo de cura ordinário seja suspenso ou interrompido. Ora isto não anula o lugar e o poder da oração que é oferecida segundo a vontade de Deus, mas guarda-nos de rotularmos de «milagre» todo o acto de cura que ocorre, como também nos guarda ainda de sermos presunçosos.
Por conseguinte, uma aceitação dos milagres bíblicos não exige uma renúncia de esforços quanto ao progresso científico. As leis naturais que governam o nosso universo estão aqui para permanecer. Contudo, certamente que está dentro do poder e da prerrogativa de Deus intervir. Ele tem o direito de suspendê-las ou suplantá-las, sempre que tais acções sirvam os Seus bons propósitos.
Lembre-se que os antigos não eram estúpidos. Eles sabiam que uma pessoa não podia andar normalmente sobre a água, e que era impossível alimentar cinco mil pessoas com cinco pães e dois peixes. Quando eles viam os milagres ficavam estupefactos — do mesmo modo que nós ficaríamos com todo o conhecimento que possuímos, se víssemos um braço mirrado tornar-se repentinamente são, ou um morto voltar novamente a viver e levantar-se dum caixão. Assim, ainda que as pessoas dos dias bíblicos não estivessem tão avançadas na tecnologia como nós estamos, para elas não era mais fácil crer em milagres do que seria para nós hoje.
A segunda razão que os incrédulos dão para rejeitarem os milagres da Bíblia, reside no rasto do universo ser um sistema fechado que veio à existência por si mesmo e que opera por suas próprias leis. Muitos cientistas e teólogos liberais apologistas dessa crença são por conseguinte mais dogmáticos ao afirmarem que é disparatado o pensamento de que um Deus pessoa! — um Ser fora da esfera do nosso universo — pudesse interferir ou sobrepor-se às nossas leis naturais. Porém, espere um momento! Se isso fosse verídico, então a conclusão lógica dos naturalistas teria de ser como C. S. Lewis salienta, a saber, que nós somos nada mais do que uma grande máquina, que podemos chamar natureza. O pensamento e a vontade são meramente os movimentos dos átomos no interior do cérebro humano. Tudo o que ocorre tem sido predeterminado por leis naturais estabelecidas e invioláveis.
Porém, a verdade é que mesmo que um cientista se firme nesta teoria, não pode contudo viver por ela. Ele exercita a sua vontade diariamente ao tomar decisões e ao formar juízos morais na base de emoções várias. Ele não vive por conseguinte pelo que clama crer, e o seu argumento contra os milagres não é nada consistente com a sua prática ou conduta.
A terceira razão que alguns dão para negar a possibilidade científica dos milagres, reside no facto de que, uma vez que são violações das leis naturais, todo o progresso científico se torna impossível. Contudo, nós que cremos nos milagres segundo a Bíblia, contestamos que eles tivessem sido violações das leis naturais de Deus. Pelo contrário, eles foram o resultado da operação de um poder mais elevado que os superou. Um avião, por exemplo, é tema para a lei da gravidade. Porém os seus motores fazem actuar a lei da aerodinâmica, e voa. Isto não significa que a gravidade tenha desaparecido. Ela continua a actuar. Contudo foi superada. Nos milagres bíblicos Deus superou as leis da natureza que Ele próprio criou.
Nós concordamos que para que o mundo funcione, como acontece, as suas leis devem ser uniformes e consistentes. Um poder exterior que as dilacerasse lançaria tudo no caos. Por exemplo, as ondas electromagnéticas têm uma norma definida e consistente. De facto, é isto que o capacita a si sintonizar a mesma estação de rádio ou canal de TV semana após semana. Se alguma força exterior estivesse continuamente a interferir as leis que governam a transmissão desses sinais da rádio e da TV, nunca obteria o que esperava obter, quando tentasse sintonizar o seu aparelho.
Contudo, a ocorrência de milagres ao longo da história tem sido bastante rara. Referindo-me de novo a C. S. Lewis, permita-me citar uma observação do seu livro intitulado «MIRACLES» (MILAGRES). Ele afirmou: «Deus não opera milagres na natureza por acaso... Eles aparecem em grandes ocasiões; são encontrados nos grandes gânglios da história — não da história social ou política, mas da história espiritual, que não pode ser conhecida na sua plenitude pelos homens».
Deus não efectua milagres com tal frequência que impossibilite o estudo científico das leis naturais. Nós podemos confiar em coisas que são as mesmas dia após dia, semana após semana, ano após ano. Se não fossem, com certeza que hesitaria antes de tomar o meu próximo voo de avião! E os Cristãos inteligentes estão bem cientes no que diz respeito à constância das leis naturais. Não vêem todo o acontecimento novo como sendo miraculoso, nem esperam que ocorram milagres nas pequenas coisas de cada dia.
Para mais provar ainda, um Cristão que adoeça espera curar-se por meio da operação das leis naturais. Ele vai ao médico, segue as suas recomendações, e não exige que o processo de cura ordinário seja suspenso ou interrompido. Ora isto não anula o lugar e o poder da oração que é oferecida segundo a vontade de Deus, mas guarda-nos de rotularmos de «milagre» todo o acto de cura que ocorre, como também nos guarda ainda de sermos presunçosos.
Por conseguinte, uma aceitação dos milagres bíblicos não exige uma renúncia de esforços quanto ao progresso científico. As leis naturais que governam o nosso universo estão aqui para permanecer. Contudo, certamente que está dentro do poder e da prerrogativa de Deus intervir. Ele tem o direito de suspendê-las ou suplantá-las, sempre que tais acções sirvam os Seus bons propósitos.
Richard W. De Haan



