A Bíblia e a família
Há mais de 1900 anos Paulo escreveu a um jovem chamado Timóteo: “... desde a tua meninice sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus” (2 Tim. 3:15).Timóteo era um jovem afortunado. O pai dele não era crente, mas a sua piedosa mãe colmatou essa falta, e a mãe dela, ajudou-a diariamente, desde a sua tenra infância, a ensinar-lhe a Palavra de Deus. Como resultado ele veio a conhecer Cristo como seu Salvador em tenra idade, e posteriormente tornou-se cooperador fiel de Paulo e seu íntimo associado na proclamação do maravilhoso “Evangelho da graça de Deus.” Na sua última carta o Apóstolo recorda “a fé não fingida” de Timóteo, “a qual habitou primeiro” na sua “avó Lóide, e ... mãe Eunice” (2 Tim. 1:5).
Ah, se tão-somente tivéssemos mais avós destas hoje, e mães, com os maridos a ajudá-las! Ah, se tão-somente as nossas crianças não fossem deixadas à deriva no mar agitado da especulação humana, mas lhes fossem antes ensinadas as verdades eternas desse velho Livro, a Bíblia!
Certamente que a rebelião contra a lei, a autoridade e a moralidade de muita da nossa juventude, está directamente relacionada com o desaparecimento da Bíblia da vida actual. Não são os jovens que têm sido educados em lares que lêem a Bíblia, na Igreja e Escola Dominical, que nos envergonham hoje; são aqueles que, oriundos de contextos tanto ricos como pobres, têm crescido sem o ensino da Bíblia.
Todos nós necessitamos de “conhecer as Escrituras”, não apenas porque elas nos ensinam a reverenciar Deus e a construir o carácter moral, mas acima de tudo porque elas “podem fazer-[nos] sábio[s] para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus.”
O tema da Bíblia, tanto no Velho Testamento como no Novo, é o Senhor Jesus Cristo, as riquezas de cuja graça salvadora são-nos reveladas nas Epístolas de Paulo, o principal dos pecadores salvo pela graça..
Cornelius R. Stam



