Aos Pais dos meus Netos (47)

 

Aos pais dos meus netos


ANÁLISE DE FAMÍLIAS DA BÍBLIA

Ezequias (Continuação)

Mais uma vez, gostaríamos que a nossa história terminasse por aqui, mas ainda existe algo a dizer. Por alguma boa e sábia razão, Deus ordenou que fosse dito a Ezequias que para ele era chegado o tempo de morrer; ainda que, tendo cerca de 39 ou 40 anos de idade, fosse relativamente jovem. Os caminhos de Deus sempre são os melhores, até mesmo quando se trata desse assunto; mas Ezequias virou o rosto para a parede, e orou ao SENHOR,... e chorou muitíssimo. Orou séria e desesperadamente, porém eu temo que a sua oração não estivesse permeada da condição: "faça-se a Tua vontade". Deus concedeu-lhe a petição, como às vezes o faz quando estamos firmemente decididos a obter o que almejamos, e lhe acrescentou mais quinze anos à sua vida. Mas oh, tais quinze anos não fizeram brilhar o resplendor dos quinze anos anteriores. A soberba veio-lhe ao coração (2 Crónicas 32:25-26). Após três anos teve um filho, ao qual chamou Manassés, e que significa "Esquecimento". Ao lermos 2 Crónicas 32:25, quase podemos entender que Ezequias se esqueceu dos "benefícios que lhe foram feitos". Passados os quinze anos que Deus acrescentara à vida de Ezequias, Manassés era da idade de apenas doze anos, "e cinquenta e cinco anos reinou em Jerusalém. Fez o que era mau perante o SENHOR, segundo as abominações dos gentios que o SENHOR expulsara de suas possessões de diante dos filhos de Israel. Pois tomou a edificar os altos que Ezequias, seu pai, havia derribado, levantou altares aos Baalins, fez postes ¬ídolos, e se prostrou diante de todo o exército dos céus, e o serviu. Edificou altares na casa do SENHOR, da qual o SENHOR tinha dito: em Jerusalém porei o meu nome para sempre. Também edificou altares a todo o exército dos céus nos dois átrios da casa do SENHOR..." O relato ainda prossegue descrevendo outros horríveis pecados deste mau rei, filho aliás de um dos melhores reis de Judá, mas que nasceu em decorrência da soberba e da obstinação (que é a teimosia de vontade própria). O relato no livro dos Reis quase pode ser considerado ainda mais terrível: “… por causa do sangue inocente que derramou, enchendo a Jerusalém de sangue inocente: e por isso o Senhor não quis perdoar” ( 2 Reis 24:4). “E Manassés tanto fez errar a Judá e aos moradores de Jerusalém, que fizeram pior do que as nações que o Senhor tinha destruído de diante dos filhos de Israel. E falou o Senhor a Manassés e ao seu povo, porém não deram ouvidos. Pelo que o Senhor trouxe sobre eles os príncipes do exército do rei da Assíria, os quais prenderam a Manassés entre os espinhais; e o amarraram com cadeias, e o levaram a Babilônia. E ele, angustiado, orou deveras ao Senhor seu Deus, e humilhou-se muito perante o Deus de seus pais; e lhe fez oração, e Deus se aplacou para com ele, e ouviu a sua súplica, e o tornou a trazer a Jerusalém, ao seu reino: então conheceu Manassés que o Senhor era Deus” (2 Crónicas 33:9-13). Somente então "reconheceu Manasses que o SENHOR era Deus.

     Mesmo que sob um aspeto o seu pecado não pudesse ser perdoado - note que é devido a este que Jerusalém foi destruída (Jeremias 15:4) -, mas no âmbito pessoal até mesmo um pecador como Manassés pode obter pleno e gratuito perdão da parte do Deus de Israel. Aquela oração de arrependimento que se fez ouvir na prisão em Babilónia foi de tanto valor para Deus, que Este permitiu que fosse inscrita como estímulo a outros pecadores que, arrependidos, também se queiram voltar a Deus. Este Deus que hoje ainda é o mesmo: "é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e se arrepende do mal (Joel 2:13). Meus queridos, caso venha a acontecer que um dentre vocês algum dia se desvie do caminho estreito, então lembrem-se de que o caminho para o retomo está livre e desimpedido, e que o PAI está pronto a perdoar, e sem uma palavra de censura. Todos estamos bem cientes do que somos merecedores e até não entendemos porque não o recebemos. De facto, é de se admirar que Deus é um DEUS assim; contudo, é verdade! Manasses experimentou ser Ele fiel à Sua Palavra, comprovou que é ainda muito mais ... e nós também podemos nos dar conta disso. A este rei, que se humilhou, Deus concedeu um neto cujo nome foi Josias, e que veio a ser um dos melhores dentre toda a longa lista dos reis de Judá. Esta é a graça de Deus.

     Este pequeno neto de Manassés tinha apenas seis anos quando morreu o seu avô, mas podemos, mesmo assim, crer que a profunda humilhação e arrependimento do velho rei, somados ao enérgico empenho que empreendeu em remover os ídolos que ele mesmo estabelecera e também em restaurar o altar do SENHOR (2 Crónicas 33:12-16) imprimiram profundas marcas sobre a pequena criança. Podemos crer que a mão de Deus se fez valer de todas essas impressões para orientar este pequeno a seguir ousadamente na mesma direção. É triste, contudo, vermos que o próprio filho de Manassés, Amom, que tinha apenas vinte e dois anos de idade quando morreu seu pai, não foi influenciado por essa conversão; ao contrário, simplesmente deu continuidade aos pecados dos anos anteriores; "não se humilhou perante o SENHOR, como Manassés, seu pai, se humilhara; antes Amom se tomou mais e mais culpável" (2 Crónicas 33:23).

     Temos aqui uma séria e importante mensagem para os nossos corações: que já na tenra infância encaminhemos os nossos filhos no reto caminho. Lembremo-nos de que eles seguem por onde nós os conduzimos.

“AOS PAIS DOS MEUS NETOS”
Cartas de um avô aos pais dos seus netos
G. C. Willis

(Continua)

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