Casamento e lar (11)

III O casamento é o relacionamento humano mais íntimo (continuação)
Por vezes, uma rapariga frágil e meiga, modestamente criada e protegida, pode sentir vergonha quando chega ao leito conjugal. Ela pode pensar que há algo profano, algo indecente, na relação do casamento. Isso não é verdade. E todo o nosso ensino e toda a nossa atitude sobre este assunto do casamento devem ser tão santos e bíblicos que as pessoas cheguem ao casamento com um sentimento de santa devoção. As alegrias do casamento são santas alegrias. Não é errado uma mulher entregar-se ao marido sem reservas. Não é errado o marido entregar-se à esposa sem reservas. Não é errado o homem e a mulher estarem nus diante um do outro e sem vergonha.
De facto, o ideal do casamento é que o coração de toda mulher esteja aberto, que ela procure que o seu marido compartilhe pensamentos, sonhos e aspirações. Da mesma forma, o marido deve amar tanto a sua esposa e ser-lhe tão devotado que ela possa entender todo o seu coração. As intimidades do casamento devem ser benditas e doces.
Esta atitude sobre o casamento exige necessariamente pureza e transparência. Que homem, sendo licencioso e mau, um violador dos votos do seu casamento, um perseguidor de mulheres perversas, sentir-se-á livre para abrir à sua esposa todo o seu coração? Que mulher, sendo rebelde e insubmissa, que recusa manter o seu voto de obediência do casamento e ir onde o marido vai e viver onde ele vive e trabalhar para lhe agradar como “adjutora” - que mulher assim rebelde, sentiria vontade de tomar o seu marido com todo o seu coração? Estas pessoas não têm casado verdadeiramente nos seus corações, se não se entregarem totalmente, sem vergonha, aos seus parceiros.
Um homem e mulher que se casem não devem apenas considerar-se legalmente como sendo uma só carne, mas devem amar-se um ao outro, moldarem-se às necessidades e amor e desejos e capacidades um do outro, tornando-se realmente um. Eles podem ser um nos seus sentimentos, um nos seus planos, um no seu amor, e um no seu entendimento, à medida que Deus concede graça e torna real o casamento.
Tem sido dito muito disparate e muita afirmação anti-bíblica sobre o casamento. Eu tenho lido os desvarios e delírios de alguns escritores que disseram que mulheres casadas estavam a viver em “prostituição legal” porque se sentiram obrigadas a render os seus corpos totalmente à vontade dos maridos na sua relação conjugal. E alguns têm mesmo ensinado tolamente que o pecado de Adão e Eva no jardim aconteceu na relação conjugal. Quão forçado, quão anti-bíblico, quão longe da verdade são essas vãs imaginações humanas!
1 Coríntios 7:3-5 diz: “O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher, ao marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também, da mesma maneira, o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher. Não vos defraudeis um ao outro, senão por consentimento mútuo, por algum tempo, para vos aplicardes à oração; e, depois, ajuntai-vos outra vez, para que Satanás vos não tente pela vossa incontinência”.
Vê quão completamente o casamento torna o marido e a esposa um? A esposa não tem autoridade sobre o seu corpo. Essa autoridade pertence ao marido. O marido não tem autoridade sobre o seu próprio corpo. Esse poder pertence à esposa. E as Escrituras claramente afirmam: “Não vos defraudeis um ao outro, senão por consentimento mútuo, por algum tempo, para vos aplicardes à oração; e, depois, ajuntai-vos outra vez, para que Satanás vos não tente pela vossa incontinência”.
Como vê Deus não coloca nenhuma barreira entre marido e esposa. Deus não limita a intimidade de uma santa união. Deus não tem restrições no leito conjugal. A esposa pertence ao seu marido. O marido pertence à sua esposa. Não é pecado eles se considerarem um, e o prazer de um é ser a alegria do outro. Deus não limita o relacionamento matrimonial de marido e mulher.
Quero que veja que o casamento é o relacionamento humano mais íntimo, para que duas pessoas realmente se tornem uma à vista de Deus e cresçam cada vez mais no sentido de serem uma nas suas vontades, crenças, hábitos, entendimento, alegria e dores.
Essa intimidade da relação conjugal é tão grande que o casamento deve necessariamente ser um relacionamento permanente. Ninguém, a não ser uma prostituta, se pode sentir livre para se entregar nos braços de um homem e depois a outro, enquanto o primeiro homem ainda está vivo. O relacionamento do casamento é tão santo, o relacionamento do marido e da esposa é tão íntimo, que o casamento deve durar até que a morte o quebre. É esse o ensino das Escrituras. E é também essa a implicação clara da natureza do próprio casamento. Tão íntima, tão completa é essa união de homem e mulher no casamento que a união nunca se deve romper, exceto pela morte. Quão ímpio é contaminar uma união tão santa e bela! E que dor e mágoa será a porção daqueles que pensam levianamente no casamento e nas suas obrigações, alegrias e privilégios!
- John Rice
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(FIM)
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