Aprendendo a Discernir (III)
OBSESSÃO PELA COSMÉTICA
Tomemos como exemplo o quarto duma adolescente. O que é que encontramos usualmente ali? Recortes de revistas de moda e estilo de vida como Teenager, Glamour, Cosmopolitan, Vogue, colados nas paredes. Porque é que ela faz isto? Será que os pais não tiveram bom gosto no papel de parede? Claro que não. Aquelas imagens representam um padrão pelo qual as [e os] jovens se medem. Isso traz-lhes grandes problemas visto terem dificuldades em compararem-se a esse falso padrão.
Como vão resolver o problema do feitio do nariz, cor dos olhos, comprimento das pernas, etc. Depois sofrem de enormes pressões para compensarem esses alegados defeitos. E é assim que a nossa sociedade gasta milhões em cirurgia correctiva cosmética. Tudo por causa dum padrão de moda e beleza que a indústria levantou. O melhor é seguirem o conselho de Prov. 31.30 – “Enganosa é a graça e vaidade a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada”. Afinal o que é que é importante? O que és como pessoa interiormente, ou o que pareces exteriormente (e não és)? A comparação com estes falsos padrões, rouba-lhes a auto estima e o contentamento pessoal. Lembra-te que é uma vitória para um qualquer agente publicitário quando te pões em frente dum espelho (qualquer um vos serve, não é? É preciso é que haja um espelho!) e te vem à mente a mensagem persistente: Tu ainda não estás na linha! Há spots que dizem, “Como fazer a tua cara parecer mais oval”, ou “como modelar os lábios tornando a boca mais sexy”. A L’Oreal promete reduzir os sinais do envelhecimento. A Lâncome tem a resposta para a celulite. Uns outros dizem,” Finalmente podes ter o corpo que sempre quiseste”, ou “Introduzindo os olhos com que sempre desejaste nascer”. Pomadas para tirar olheiras das noites mal dormidas, etc., etc.
É impressionante até onde as pessoas vão para esconderem as realidades da vida. Relativamente ao esconder a velhice, no fundo o que pretendem é esquecer o grande facto de que vão morrer.
Não nos compreendam mal. Nós aplaudimos uma pessoa com bom aspecto e se sente bem. Há uma enorme diferença entre uma boa pele cuidada e uma obsessão doentia com a cosmética. Mais à frente veremos a diferença.
“O inferno e a perdição nunca se fartam, e os olhos do homem nunca se satisfazem” (Provérbios 27.20).
“Todas estas coisas se cansam tanto, que ninguém o pode declarar: os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos de ouvir” (Eclesiastes 1.8).
“Alegra-te, mancebo, na tua mocidade, e recreie-se o teu coração nos dias da tua mocidade, e anda pelos caminhos do teu coração, e pela vista dos teus olhos: sabe, porém, que por todas estas coisas te trará Deus a juízo” (Provérbios 11.9)



