IQC - Reunião de Senhoras (I)
Reunião de senhoras realizada na Igreja em Quinta do Conde (IQC) em 20/11/2010.
Tema : Vasos nas mãos do Oleiro
São muitas as coisas que nos separam. Temos idades diferentes, histórias de vida diferentes, temperamentos diferentes, estamos em estágios da vida diferentes. Se o nosso ajuntamento for baseado nessas diferenças, vamos formar grupos entre nós, e muito provavelmente vai haver discussões e divisões entre nós.
“Quem deve dirigir?” “ Quem deve participar?” “Sou crente há mais tempo!” “Tenho mais jeito para fazer isto!”
Mas o que nos une, e nos traz aqui é muito mais forte e importante que as nossas diferenças. É o nosso Amado Senhor e Salvador Jesus Cristo!
É n’Ele, e por Ele que nos juntamos para unidas prosseguirmos e avançarmos com os Seus propósitos. Somos filhas de Deus, e temos um papel, um propósito a cumprir neste mundo.
Não é fazer o que parece “normal” , ou até bom, mas é fazer o que está certo! Que é o mesmo que dizer fazer a vontade de Deus, porque só ela é “boa, agradável e perfeita” (Romanos 12:2).
Muitas vezes na Bíblia, somos comparadas a vasos de barro, e Deus a um oleiro.
“Mas agora, ó SENHOR, tu és nosso Pai; nós o barro e tu o nosso oleiro; e todos nós a obra das tuas mãos. “ (Isaías 64:8)
Esta figura foi muitas vezes usada pelo apóstolo Paulo (Rom.9:21/ 2 Cor. 4:7/ 1 Tes. 4:4). O próprio Deus falou acerca de Paulo:
“Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel. “ Atos 9:15
Em 2 Timóteo 2:20-21, Paulo usou de novo essa comparação e diz:
“Ora, numa grande casa não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de pau e de barro; uns para honra, outros, porém, para desonra. De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e idóneo para uso do Senhor, e preparado para toda a boa obra.”
Numa grande casa, existe provavelmente uma cozinha grande e bem equipada. Nas nossas cozinhas temos vários utensílios e vários recipientes. Temos loiça para o dia –a – dia, temos loiça que usamos só em ocasiões especiais. Temos recipientes onde colocamos comida, temos recipientes onde colocamos as cascas, os restos, o lixo.
Mas o que faz a diferença e marca a sua utilidade, não é do que eles são feitos, mas qual é o seu habitual conteúdo.
O que Paulo escreveu inspirado por Deus, nestes dois versículos diz isso mesmo. Na casa de Deus, e estamos a falar de crentes, de pessoas que um dia nasceram de novo, existem vários tipos de vasos.
E apesar de referir várias matérias-primas, umas mais nobres que outras, o conselho e o estimulo de Deus e o que faz com que Ele use alguém não passa por aí. Deus não diz para querermos ser vasos de ouro e prata, apenas que o que quer que sejamos seja usado para Ele, para os Seus desígnios para o que for útil. E aí nenhuma de nós fica de fora!
Eu não sei o que é ser um vaso de ouro ou de prata. Nem sequer sei que tipo de vaso sou!
A qualidade do material nada tem a ver com a estima, ou valor que Deus dá a cada uma de nós. Porque Deus não faz acepção de pessoas, e o Seu amor é igual, constante e verdadeiro por cada uma de nós.
O que Ele quer que eu faça não é melhorar, aumentar ou desejar uma promoção de categoria. O que Deus quer de mim (de nós), é que eu me purifique (no original a palavra quer dizer “limpar plenamente” ou “ eliminar o mal”). Só quando me esvazio de todo o mal em mim, a começar pela língua, é que posso ser um vaso útil e santificado. Não é um vaso bonito e caro. Mas um vaso que serve os propósitos e intenções de Deus.
Se eu tenho uma taça cheia de lixo, e uma caixa limpa e desinfectada, em qual das duas posso guardar comida? Não interessa qual o propósito original da cada peça, nem porque a comprei. O que conta é a disponibilidade, utilidade e pragmatismo que cada recipiente e utensílio têm.
Do que me tenho de purificar?
Dos falatórios profanos que são veneno, gangrena para a alma e desviam outros do caminho certo. Às vezes conseguimos falar de tantas coisas, e ao mesmo tempo não dizer nada! Porque são conversas inúteis e que não revelam a nossa visão celestial, ou qual a esperança da nossa razão.
“Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós.” ( 1 Pedro 3:15)
Devemos nos purificar também do pecado, em geral e não somente no que diz respeito ao falar, à língua.
“O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniquidade.” (2 Timóteo 2:19)
Quando nos purificamos, somos cheias do poder de Deus, mas temos de ter a real visão das coisas sem nos exaltarmos:
“Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós.” (2 Coríntios 4:7)
É Deus , que é Soberano, que sabe no que é que, e quando, vamos ser mais úteis. Nós só temos de nos render e entregar. Não nos devemos comparar ou achar que temos que ajudar Deus a agir.
” Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim? Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra?” (Romanos 9:20-21)
Que possamos deixar Deus agir como o Oleiro que molda, refaz e regenera o nosso vaso para Sua honra e glória.
“A palavra do SENHOR, que veio a Jeremias, dizendo: Levanta-te, e desce à casa do oleiro, e lá te farei ouvir as minhas palavras. E desci à casa do oleiro, e eis que ele estava fazendo a sua obra sobre as rodas, Como o vaso, que ele fazia de barro, quebrou-se na mão do oleiro, tornou a fazer dele outro vaso, conforme o que pareceu bem aos olhos do oleiro fazer.” (Jeremias 18:1-4).
- A.P.
Anteriores:



