Se, quando morremos, vamos estar com o Senhor, porque é que necessitamos do Arrebatamento?

Quando um crente morre, a sua alma sai (Gén. 35:18) para estar com Cristo (Fil. 1:23; 2 Cor. 5:8). O nosso espírito também volta para Deus, que o deu (Ecl. 12:7). No entanto, os nossos corpos “voltam à terra” (Ecl. 12:7). É por isso que necessitamos do Arrebatamento e da ressurreição corporal que aquele evento facultará.
Deus concebeu-nos para que, como Ele, fossemos uma trindade. Isso explica a razão de Ele ter dito aos outros membros da Trindade, “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança ...” (Gén. 1:26). E o Apóstolo Paulo testifica que o homem permanece uma trindade (1 Tes. 5:23). Portanto, quando a morte divide um crente, separando a sua alma e espírito do seu corpo, o homem deixa de existir na forma que Deus o concebeu. Esta condição dividida é assim rectificada pelo Arrebatamento. Em tudo isto, seguimos o modelo do Próprio Senhor, que morreu e passou três dias no Paraíso (Luc. 23:43; Mat. 12:40), e depois necessitou de ser reunido ao Seu corpo físico através da ressurreição.
O corpo do crente foi comprado e pago pelo sangue de Cristo, e por isso Paulo chama-o de pertencente “a Deus” (1 Cor. 6:19,20). É a “possessão adquirida” para a qual o Senhor voltará no “dia da redenção” (Efé. 1:14; 4:30). É significativo que Paulo fale da “redenção do nosso corpo” e chame ao Arrebatamento de “a nossa salvação” (Rom. 8:23; 13:11). Estas referências indicam que na mente de Deus, a nossa salvação e a nossa redenção não estarão completas enquanto a nossa alma e espírito não se reunirem ao nosso corpo ressurrecto.



