A liberdade exige sempre um grande sacrifício?

Apesar de Billy Graham já ter sido promovido à glória (07NOV1918-21FEV2018), continuaremos a publicar as suas Perguntas/Respostas - novas e em arquivo.
Pergunta: O meu avô foi ferido na Segunda Guerra Mundial e viveu durante décadas com muito sofrimento, mas disse que voltaria a fazer o que fez, pelo bem da nação. A liberdade exige sempre um sacrifício tão grande? - I.V.
Resposta: No âmago do nosso universo está um Deus que sofre com um amor redentor. Por causa disso, experimentamos mais do Seu amor quando sofremos num mundo mau.
No sopé dos Himalaias está uma bela cidade chamada Kohima. Há uns anos, eles celebraram 100 anos de Cristianismo. Foi lá que os japoneses foram impedidos de avançar em direção à Índia durante a Segunda Guerra Mundial. Enterrados num cemitério estão os corpos de centenas de indianos, britânicos, americanos e de outras nacionalidades que constituíram a força aliada que interrompeu o avanço japonês. Na entrada do cemitério há um memorial gravado que diz: “Eles deram o seu amanhã para que tu possas ter o teu hoje”.
Depois de anos difíceis como missionário em África, David Livingstone voltou à terra natal, a sua Escócia, para falar aos alunos da Universidade de Glasgow. O seu corpo estava pálido e magro pela devastação da doença. Um braço inútil pendurado no seu lado, era o resultado de ter sido decepado por um leão. O cerne da sua mensagem era: “O que me sustentou no meio da labuta, das dificuldades e na solidão do meu exílio? Foi a promessa de Cristo, ‘Eis que Eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos’”
Nós, como David Livingstone, podemos reivindicar a mesma promessa do nosso Salvador e Senhor. Ele vai connosco no meio dos nossos sofrimentos e espera-nos quando emergimos do outro lado do túnel da prova - na luz da Sua presença.
- Billy Graham
(Esta coluna baseia-se nas palavras e escritos do saudoso Billy Graham.)



