Como o podemos fazer sem invadir a sua privacidade?

Apesar de Billy Graham já ter sido promovido à glória (07NOV1918-21FEV2018), continuaremos a publicar as suas Perguntas/Respostas - novas e em arquivo.
Pergunta: Uma jovem família mudou-se para nosso bairro depois que o seu filho morreu. Eles mantêm as cortinas fechadas e não atendem o telefone. Não somos ministros nem assistentes sociais, mas perdemos um filho há anos atrás e pensámos que poderíamos ser uma fonte de conforto. Como o podemos fazer sem invadir a sua privacidade? - N.F.
Resposta: Não precisamos de ser ministros ou conselheiros treinados para ajudar os outros. Só precisamos de estar disponíveis. Quando as pessoas passam por tempos tenebrosos nas suas vidas, o que nos parece para nós a menor coisa pode muitas vezes ser a mais útil e ajudadora. Uma cesta de fruta deixada à porta da sua casa ou um bilhete manuscrito enviado pelo correio que compartilhe uma história pessoal pode ser exatamente o que abrirá corações feridos - saber simplesmente que há quem sofre com eles.
Quando o Senhor Jesus Cristo estava a consolar os Seus discípulos antes de os deixar, estes ficaram confusos e amedrontados. Ele disse: “Assim, também, vós, agora, na verdade, tendes tristeza; mas outra vez vos verei, e o vosso coração se alegrará, e a vossa alegria ninguém vo-la tirará” (João 16:22). É esta a promessa para os que pertencem ao Senhor.
Muitas vezes, Deus permite que o sofrimento pessoal chegue até nós para que possamos ajudar os outros quando passam por uma tragédia. Estamos cercados de pessoas feridas. Alguns podem usar uma máscara, mas por baixo da máscara há uma alma com cicatrizes. Mostramos que estamos disponíveis para os outros quando estendemos uma mão amiga, embora não possamos forçá-los a recebê-la. Podemos orar e pedir a Deus que abra a porta da oportunidade para mostrar o amor cristão, lembrando que Ele não nos conforta para nos deixar confortáveis, mas consola-nos para nos tornar consoladores. Isto agrada ao coração de Deus.
- Billy Graham
(Esta coluna baseia-se nas palavras e escritos do saudoso Billy Graham.)



