Porque orar se as respostas certas não vêm?

Apesar de Billy Graham já ter sido promovido à glória (07NOV1918-21FEV2018), continuaremos a publicar as suas Perguntas/Respostas - novas e em arquivo.
Pergunta: É desanimador orar por coisas que nunca acontecem. Não quero dizer “coisas”, mas orar para que a paz venha a este mundo, as doenças sejam exterminadas, a pobreza seja superada, os relacionamentos sejam restaurados e as pessoas sejam salvas. Porque orar se as respostas certas não vêm? – P. D.
Resposta: A oração não é sobre coisas, mas sobre pessoas. E no nosso mundo decaído, o pecado abunda e nunca será totalmente extinto antes de Cristo voltar. Mas não importa quão sombria e sem esperança uma situação possa parecer, nunca deixe de orar. Encorajar os outros a olhar para Deus não apenas nos momentos maus, mas para Lhe agradecer nos momentos bons, é o que é correto fazer. Não há nada melhor a fazer do que apontar as pessoas para o Salvador; esta é a maior oração que pode ser feita.
Nem sempre há soluções fáceis para os problemas deste mundo. A Bíblia ensina que as nossas almas têm uma doença pior do que qualquer outra coisa presente no mundo. É a praga que causa os problemas em todo o mundo e causa todas as confusões e desilusões. O nome da doença é uma palavra feia – pecado – e afeta-nos a todos nós. Apontar as pessoas para Cristo é o primeiro passo para caminhar com Cristo, que se preocupa profundamente com tudo o que nos afeta. Quando andamos corretamente com Deus, o esvaziamento vem antes do preenchimento, a confissão antes do perdão e a pobreza antes das riquezas.
C.S. Lewis escreveu sobre George MacDonald do século 19: “A sua resignação à pobreza estava no pólo oposto da de um estóico. Ele parece ter sido um homem ensolarado e brincalhão, apreciando profundamente todas as coisas realmente belas e deliciosas que o dinheiro pode comprar e não menos profundamente satisfeito em passar sem elas.”
Que possamos trabalhar para aprender sobre o coração de Deus, e Ele guiará e fará a vida valer a pena.
- Billy Graham
(Esta coluna baseia-se nas palavras e escritos do saudoso Billy Graham.)



