As pessoas hoje são muito mais auto-indulgentes do que nunca?

Apesar de Billy Graham já ter sido promovido à glória (07NOV1918-21FEV2018), continuaremos a publicar as suas Perguntas/Respostas - novas e em arquivo.
Pergunta: É perturbador observar a queda a pique da cultura no seu antagonismo de desafiar a tradição, a religião e os costumes básicos. Sou só eu ou as pessoas parecem muito mais auto-indulgentes (justificando os seus próprios erros) do que nunca? A sociedade inventou esse ambiente estranho ou é auto-infligido “centrado em mim”? De onde vem tudo isto? – S. I.
Resposta: A filosofia moderna de autoconfiança e autossuficiência tem feito muitos acreditar que o homem pode alcançar o sucesso sem Deus. “A religião”, eles argumentam, “pode ser boa para certas pessoas emocionais, mas não se pode vencer um homem que acredita em si mesmo”.
Talvez por causa da tecnologia, sabemos mais sobre as sociedades do que nunca. O sábio rei Salomão escreveu que não há nada de novo debaixo do sol. Muitos lembram-se do neurologista austríaco e fundador da psicanálise, Dr. Sigmund Freud, que dizia que a religião é a neurose obsessiva universal. Esta geração autoconfiante produz mais alcoólatras, mais viciados em drogas, mais criminosos, mais guerras, mais lares desfeitos, mais assaltos, mais peculato, mais assassinatos e mais suicídios. Chegou a hora de nos virarmos e colocarmos menos confiança em nós mesmos e mais confiança e fé em Deus.
A história bíblica do jovem governante rico que veio a Jesus estava tão cheia da sua piedade, riquezas e ganância que ele se revoltou quando o Senhor o informou que o preço da vida eterna era “vender tudo” e vir e segui-Lo. Ele partiu tristemente, diz a Bíblia, porque não conseguia desligar-se de si mesmo. Ele achou impossível tornar-se “pobre de espírito” porque tinha uma estimativa muito elevada da sua própria importância. Ao nosso redor pululam a arrogância, o orgulho e o egoísmo, que são são resultados do pecado.
Qual é o antídoto? Existe apenas uma paixão que nos pode ajudar a controlar as muitas outras paixões que nos afligem: a paixão de conhecer e obedecer a Deus.
- Billy Graham
(Esta coluna baseia-se nas palavras e escritos do saudoso Billy Graham.)



