Será demasiado superprotetor evitar que as crianças percam funerais e o luto que faz parte da vida?

Apesar de Billy Graham já ter sido promovido à glória (07NOV1918-21FEV2018), continuaremos a publicar as suas Perguntas/Respostas - novas e em arquivo.
Pergunta: Os filhos adolescentes da minha irmã foram impedidos de comparecer no funeral. Será demasiado superprotetor evitar que as crianças percam funerais e o luto que faz parte da vida? – D. F.
Resposta: Geoffrey Gorer, inglês, iniciou um estudo sobre a mudança de atitudes em relação à morte e ao luto, como resultado de uma série de experiências pessoais. Perdeu o pai no navio Lusitânia em 1915, pelo que nunca conseguiu ver o seu corpo. Foi em 1931 que viu pela primeira vez um cadáver e pôde viver e observar as convenções do luto.
Gorer publicou um artigo que relatava como as crianças eram excluídas dos serviços fúnebres, por vezes até dos próprios pais. Contou sobrs a morte do irmão em 1961. Ao falar dos sobrinhos, disse: “A morte do pai não foi assinalada para eles por qualquer tipo de ritual, e foi quase tratada como um segredo, pois aconteceu muitos meses antes que. Elizabeth (a sua esposa) suportaria mencioná-lo ou fazer com que ele fosse mencionado na presença dela.”
Uma mulher escreveu: “Quando tinha 12 anos, a minha mãe morreu de leucemia. Ela estava em casa quando fui para a cama. Quando acordei na manhã seguinte, os meus pais tinham ido embora. O meu pai chegou a casa, pegou no meu irmão e a mim ao colo, começou a soluçar e disse: ‘Jesus levou a tua mãe’. Foi muito doloroso para nós.”
Que pena quando Jesus é descrito às crianças como a pessoa que “levou” a mãe ou o pai, sem que a criança tivesse uma compreensão prévia da esperança do Céu e da vida eterna. Em contraste, a recordação de uma amiga que estava a morrer de cancro dizia: “As orações do povo de Deus são a extensão dos Seus braços amorosos”. Quando ela morreu, toda a sua família ficou à volta da sua cama e cantou-lhe literalmente a glória do Céu.
- Billy Graham



